Conselho de Ética abre processo contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

Compartilhar
Conselho de Ética abre processo contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou, nesta terça-feira (23), um processo contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por condutas incompatíveis com o cargo. A análise pode levar à cassação do deputado por quebra de decoro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro e tem se reunido com lideranças americanas.

O processo acontece após a apresentação de um representação do PT contra o deputado, que alega que Eduardo vem trabalhando em defesa de sanções dos Estados Unidos para “desestabilizar instituições republicanas” do Brasil.

O presidente do colegiado, Fábio Schiochet, sorteou nomes que podem formar a lista tríplice para a relatoria, sendo eles Duda Salabert (PDT-MG), Paulo Lemos (PSOL-AP) e Delegado Marcelo Freitas (União-MG). A escolha entre os três será realizada até sexta-feira (26). Após a definição do nome, o Conselho tem alguns prazos a cumprir, com duração de até 90 dias úteis do processo.

— O papel do Conselho de Ética é receber toda e qualquer denúncia. Nós também não podemos prevaricar. De maneira nenhuma nós poderíamos deixar de fazer o nosso papel aqui em abrir o processo, senão todos nós aqui estaríamos prevaricando — afirmou Schiochet.

Etapas

A instauração é a primeira etapa dentro do processo. Depois, é a vez da formação da lista tríplice de potenciais relatores, com escolha do presidente do conselho.

Após isso, o relator tem um prazo de 10 diz úteis para apresentar um parecer preliminar. O parecer pode dar prosseguimento ou arquivar o caso. Se o processo seguir, há a etapa de defesa do parlamentar, com o relator podendo absolver ou punir Eduardo Bolsonaro. A punição pode ir desde censura até a perda do mandato.

Faltas injustificadas

Eduardo também pode perder o mandato pela contabilização de faltas injustificadas. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou uma tática para que ele fosse indicado para exercer a liderança da minoria da Câmara, mas a manobra foi frustrada depois que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que rejeitou a indicação.

Entretanto, a possibilidade de cassação por excesso de faltas deve ser analisada apenas em 2026.

Fonte: Portal Peperi

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi