O ano de 2025 foi difícil para vários setores econômicos, em especial para o varejo, em função dos juros básicos da Selic em 15% ao ano para conter a inflação. Mas o comércio de Santa Catarina, no grupo do varejo restrito, aquele que não inclui veículos e materiais de construção, cresceu 5,7% até novembro, enquanto o do Brasil avançou 1,5% nesse indicador. E para 2026, a expectativa é seguir crescendo mais do que o país. Projeção da Fecomércio SC indica que o varejo catarinense deve crescer 4,3% neste ano frente à expectativa de 3,6% para o país, estimada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a alta de 2025 superou as expectativas. No início do ano passado, o cenário indicava elevação da taxa Selic, o que poderia frear o consumo. O aumento da Selic veio e, mesmo assim, o setor avançou. Para 2026 o empresário vê um cenário mais favorável.
– Os juros devem começar a cair a partir de março, e a inflação também apresenta viés de baixa. Além disso, 2026 marca o início da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que deve gerar um impulso adicional ao consumo. Por isso, podemos ser um pouco mais otimistas – explica Hélio Dagnoni.
A economista da Fecomércio SC, Edilene Cavalcanti, que acompanha com detalhes o setor, observa que o varejo catarinense tem mantido trajetória de crescimento nos últimos anos. Em 2023, cresceu 2,8%, em 2024 teve alta de 4% e em 2025 alcançou 5,7%, como mostram os dados do IBGE. Ela destaca também que nesses três anos SC registrou crescimento real de renda no período, de acordo com dados do IBGE.
– A projeção otimista se baseia nesses múltiplos fatores. Evidentemente, é necessário acompanhar os movimentos ao longo do ano, mas 2026 começa com um cenário um pouco mais favorável do que o de 2025, mesmo diante de possíveis complicadores, como o período eleitoral – analisa Edilene Cavalcanti.
Além disso, outros fatores colaboram para SC ter consumo acima da média nacional. Pesquisa da Fecomércio indica que 67,7% dos consumidores pretendem manter ou ampliar seus gastos em 2026. O estado também segue com taxa de desemprego baixa e os benefícios sociais do governo federal continuam.
Fonte: Portal Peperi
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