Colheita do mel anima apicultores de Iporã do Oeste, mas dificuldade está na comercialização

Por Adilson Kipper, Iporã do Oeste

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Colheita do mel anima apicultores de Iporã do Oeste, mas dificuldade está na comercialização

De acordo com o presidente da associação, Valmir Fravetto, os produtores estão satisfeitos com a colheita do mel, mas o problema tem sido a comercialização do produto.

A orientação era fazer três colheitas por ano, mas devido à falta de destinação do mel, os produtores estão fazendo duas colheitas anuais.

Fravetto comenta que a dificuldade na comercialização ocorre devido às exigências de adequação as normas de processamento do mel e rotulagem, e em função disso, o produto acaba ficando estocado até conseguir mercado. Para se adequar as exigências, a associação precisaria de uma casa de beneficiamento, o que tornaria o custo de manutenção muito alto.

O presidente cita também a dificuldade na mão de obra especializada, de produtores que conheçam o processo para garantir mel de qualidade.

O presidente da associação explica que o mel que está sendo colhido no momento ainda é da floração da uva japonesa do ano passado, além da floração das árvores de angico, camboatá, canela-de-veado e cambará. Ele comenta que a florada de eucalipto também está muito boa, mas o mel desta florada não será colhido agora para que sirva de alimento para as abelhas no inverno. Valmir Fravetto cita que o mel destas floradas tem fins medicinais devido aos nutrientes que apresenta e é usada principalmente para problemas pulmonares e respiratórios. Ele lembra que além de uma boa florada, o manejo na colheita do mel também influencia muito na qualidade do produto.

A associação trabalha tanto com as espécies sem e com ferrão. A atividade acaba sendo um complemento de renda para os produtores.

Para a associação, incentivos do município são necessários para que a comercialização de mel se torne viável para os sócios.

Fonte: Portal Peperi

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