Os números trazem dados entre os dias 11 e 17 de fevereiro. Na semana anterior, do dia 4 a 10 de fevereiro, foram 3.107 casos de lesões por água-viva atendidos pelos guarda-vidas do CBMSC.
Segundo o oceanógrafo, doutor em Ciências e professor Charrid Resgalla Jr, o número de águas-vivas presentes na água no momento ainda é considerado abaixo do normal. O professor aponta que um índice superior a 10 mil ocorrências por semana seria acima do comum.
Outro fator que aumenta o número de ocorrências é o alto número de banhistas nas praias, já que os casos só são registrados quando as vítimas relatam os incidentes.
Homem teve choque anafilático após lesão com água-viva
No último sábado (15), um homem sofreu um choque anafilático por uma lesão com água-viva na Praia de Fora, em Palhoça. O caso aconteceu por volta do meio-dia. Além da ardência típica do envenenamento químico causado pelo contato com o animal, ele apresentou dificuldades respiratórias.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada e prestou o atendimento à vítima, que evoluiu para um possível edema de glote, que pode ocorrer em casos de reação alérgica grave. Surgiram também sinais de parada cardiorrespiratória (PCR), que exigiu agilidade da equipe e apoio de um médico do Samu por meio do helicóptero Águia da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).
Depois de ter o quadro estabilizado, o homem foi transportado, com vida, até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.
Como são registrados os dados de águas-vivas
A cada atendimento prestado a uma vítima de lesão por água-viva nas praias de Santa Catarina, as ocorrências são registradas pelos guarda-vidas. Eles atuam no socorro e prevenção de novos casos, com a identificação dos locais onde o animal foi visto e uso da bandeira lilás na praia para sinalizar os locais a serem evitados.
Desde o início da alta temporada, em 16 de dezembro do ano passado, o CBMSC registrou mais de 31 mil ocorrências de lesões com águas-vivas nas praias do litoral catarinense.
Confira os registros por semana:
- de 16 à 23 de dezembro de 2024 = 212 ocorrências
- de 24 à 30 de dezembro de 2024 = 4008 ocorrências
- de 31 de dezembro à 06 de janeiro de 2025 = 6506 ocorrências
- de 07 à 13 de janeiro de 2025 = 3875 ocorrências
- de 14 à 20 de janeiro de 2025 = 2114 ocorrências
- de 21 à 27 de janeiro de 2025 = 3217 ocorrências
- de 28/01 à 03 de fevereiro de 2025 = 2158 ocorrências
- de 04 à 10 de fevereiro de 2025 = 3107 ocorrências
- de 11 à 17 de fevereiro de 2025 = 5856 ocorrências
O que fazer em caso de lesão por água-viva?
Ao sentir ardência ou visualizar a água-viva na água, saia imediatamente do mar.
Procure o posto de guarda-vidas mais próximo.
Não use água doce, urina ou outros líquidos no ferimento. A urina é contraindicada porque sua acidez pode aumentar a sensação de queimadura e causar infecções devido à presença de bactérias.
Lave apenas com água salgada.
Solicite vinagre no posto de guarda-vidas. Ele é cientificamente comprovado para aliviar os sintomas.
Fonte: Portal Peperi
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