Dois casos de possível envenenamento de cães foram registrados nesta semana em São Miguel do Oeste. Em entrevista à Rádio Peperi, a moradora Luana Pilar denunciou a morte da cachorrinha da irmã após contato com uma bolinha de papel suspeita. Outro caso semelhante foi relatado por uma vizinha, que também perdeu um dos seus animais de estimação.
O caso ocorreu no domingo, 1º, quando a cadelinha Mel, ainda filhote, foi solta no pátio da casa da tutora para brincar enquanto a família tomava chimarrão. Segundo Luana, a cachorra encontrou uma bolinha de papel no gramado e a colocou na boca. A dona tentou tirar o objeto, mas Mel acabou engolindo.
Na segunda-feira, o comportamento da cadela já havia mudado. "Ela estava tristinha, diferente. Na terça, a minha irmã levou na veterinária, que confirmou o envenenamento. Foi medicada, mas infelizmente, na quarta-feira de madrugada, ela morreu", lamentou Luana.
Logo após relatar o caso nas redes sociais, Luana recebeu mensagens de outra moradora da cidade relatando situação semelhante. "Ela contou que também perdeu uma cachorra no mesmo dia, com sintomas parecidos. Ligou os pontos só depois que viu o nosso post."
Além da tristeza com a perda dos animais, a família está preocupada com o risco para crianças e outras pessoas. "É muito perigoso. Uma criança poderia pegar esse papel e colocar na boca. Não é só crueldade com animal, é risco pra saúde pública", desabafa Luana.
Polícia Ambiental investiga
O Capitão Alcenir Minuscoli, comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar Ambiental, confirmou que o caso está sendo tratado como crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Com a atualização da legislação em 2020, quando os maus-tratos envolvem cães ou gatos, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.
"É uma situação grave, que mostra uma quebra de valores. Se comprovado o envenenamento intencional, a pessoa pode responder criminal e administrativamente, com multas de até R$ 3 mil por animal", explicou o capitão.
A polícia pede que a população denuncie qualquer movimentação suspeita ou novos casos pelo número 190, que é o canal direto da PM.
O envenenamento de animais domésticos não é apenas um ato de crueldade, mas um risco à comunidade. A recomendação é manter os animais em segurança e avisar as autoridades diante de qualquer suspeita.
Fonte: Portal Peperi
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