O cenário é sempre o mesmo: motoristas desviando de buracos, comerciantes reclamando do prejuízo e moradores indignados com a falta de uma solução concreta. A Avenida Willy Barth, em São Miguel do Oeste, que faz parte da BR-163, se tornou sinônimo de descaso e frustração.
Apesar dos reparos paliativos feitos pelo DNIT, a via segue deteriorada, colocando em risco a segurança de quem trafega por ali diariamente. Mas afinal, quando essa novela vai acabar?
A reportagem ouviu autoridades, comerciantes e moradores para entender o que está sendo feito e quais são as perspectivas para o futuro da avenida.
DNIT admite problemas e promete obras mais estruturais
O superintendente regional do DNIT em Santa Catarina, Alysson de Andrade, explicou que a Willy Barth é uma via com características diferentes das demais rodovias federais. "Ela foi implantada em duas etapas: uma pelo antigo DNR, sucedido pelo DNIT, e outra pelo município. Isso já traz uma diferença estrutural. Além disso, há necessidade de melhorias na drenagem, com dispositivos profundos para evitar que a água das chuvas deteriore o pavimento", disse.
Segundo Andrade, a situação da rodovia se agravou porque o contrato de manutenção anterior já atingiu seu limite financeiro. "Tivemos que recorrer a paliativos, pois não havia outro meio de realizar a manutenção. Embora os orçamentos federais tenham sido recordes nos últimos anos, com R$ 1,39 bilhão em 2023 e R$ 1,27 bilhão em 2024, ainda enfrentamos dificuldades para fechar bons contratos", afirmou.
A licitação para um novo contrato já foi concluída, mas houve dificuldades na escolha da empresa responsável pelas obras. "Precisamos desclassificar as quatro primeiras colocadas por problemas técnicos e acabamos na quinta opção. Agora, aguardamos a prestação de garantia contratual para formalizar o contrato. A expectativa é que, nos próximos 90 dias, a empresa esteja mobilizada e comece a execução dos serviços", detalhou o superintendente.
Mesmo assim, a Willy Barth não está no topo da lista de prioridades do DNIT. "Temos trechos mais críticos na BR-282. Primeiro, será feito um tapa-buraco geral, incluindo a Willy Barth, mas as melhorias estruturais mais profundas virão depois", explicou. O contrato, avaliado em cerca de R$ 135 milhões após descontos, tem prazo de cinco anos, mas a expectativa é que 80% do investimento seja aplicado nos dois primeiros anos.
Além da Willy Barth, o contrato prevê obras em outros trechos críticos, como entre Maravilha e São Miguel do Oeste e entre São Miguel do Oeste e Paraíso. "Sabemos que a população está impaciente, mas estamos trabalhando para resolver essa situação de forma definitiva", garantiu Andrade.
Prefeitura cobra ações imediatas
O prefeito Edenilson Zanardi informou que, até o momento, não há uma definição concreta sobre a restauração da via. Segundo Zanardi, no ano passado, o Ministério dos Transportes chegou a encaminhar uma finalização junto ao DNIT para dar início às melhorias. No entanto, a empresa vencedora da licitação foi desqualificada, pois já havia realizado reparos superficiais anteriormente, que se deterioravam rapidamente. Agora, o município aguarda um novo posicionamento do DNIT para saber qual empresa assumirá o projeto e qual será o tipo de pavimentação adotado.
“Ainda não temos a confirmação se a obra será feita com pavimentação asfáltica ou em concreto. Nosso pedido sempre foi que fosse de concreto, removendo os canteiros centrais, que acumulam água e danificam a via, mas não sabemos se essa solicitação será atendida”, afirmou o prefeito.
Zanardi também adiantou que pretende se reunir com o órgão federal em março para cobrar melhorias definitivas para a avenida e discutir a possibilidade de construção de marginais nos trechos entre São Miguel do Oeste e Maravilha, além de São Miguel do Oeste e Guaraciaba.
Moradores e comerciantes relatam dificuldades diárias
Para quem vive ou trabalha na Willy Barth, a situação da via não é apenas um incômodo – é um prejuízo constante.
João Pacheco, 85 anos, mora há mais de cinco décadas na avenida e lembra que, no passado, a situação já foi melhor. “O movimento sempre foi grande, mas os buracos não eram tantos. Agora, consertam um e logo aparece outro. A gente se adapta, mas não deveria ser assim.”
Para ele, a manutenção da via é um problema sem solução imediata. “A prefeitura não pode mexer porque um lado é do governo. E o governo não faz. Então, a gente precisa se adaptar”, lamenta.
O empresário Everton Bortoncelo, gestor de uma concessionária na avenida, também relata prejuízos diários. “Já teve dia em que não conseguimos entrar na empresa por causa dos buracos. A manutenção dura só 15 dias, depois volta tudo como era antes. É preciso uma reconstrução completa, com pavimentação de concreto”, argumenta.
A empresária Dete Fabiani, dona de uma autoelétrica, reforça a urgência da obra. “O DNIT faz um remendo, raspa e joga um pozinho. Esse pó entra todo aqui. Sem falar nos carros que estouram pneus nos buracos. Desde que fui vereadora, cobro essa melhoria”, afirma.
A possibilidade de um contorno viário também foi levantada. “Se houvesse um desvio para os caminhões, aliviaria muito o trânsito pesado na avenida”, sugere Dete.
Fonte: Portal Peperi
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