Em um clássico equilibrado, com troca de farpas e até uma cotovelada, o Brasil empatou com a Argentina em 0 a 0 na noite desta terça-feira (16), pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, e adiou a classificação matemática dos Hermanos para a Copa do Mundo de 2022. Já garantida no Mundial do ano que vem, a Seleção Brasileira chegou aos 35 pontos, enquanto os argentinos tem 29 e ainda não cravaram sua vaga no Catar.
E desta vez, a bola rolou em campo. Se no encontro passado entre Brasil e Argentina o jogo foi interrompido logo nos primeiros minutos por agentes da Anvisa e pela Polícia Federal pelo descumprimento de protocolos sanitários por parte de jogadores argentinos, que deveriam cumprir quarentena de 15 dias por terem vindo do Reino Unido, desta vez nada atrapalhou a realização da partida no estádio Bicentenário, em San Juan, no país vizinho.
A Seleção Brasileira não teve Neymar, lesionado, Casemiro, suspenso, além de Thiago Silva e Gabriel Jesus fora por opção de Tite. A Argentina contou com o retorno de Messi e apenas uma troca em relação ao time que conquistou a Copa América no Maracanã, em julho, com a entrada de Molina no lugar de Montiel na lateral direita.
No início da partida, o Brasil teve dificuldade na saída de bola, especialmente devido à marcação alta da seleção argentina. Com as linhas baixas e sem Neymar para ajudar a prender mais a bola, a alternativa brasileira foi contra-atacar. Quando conseguia roubar a bola, logo tratava de acionar Matheus Cunha e Vinícius Júnior em velocidade.
Apesar da postura agressiva da Argentina, a primeira grande chance do jogo foi do Brasil. Aos 17, Lucas Paquetá lançou Vinícius Júnior, que saiu cara a cara com o goleiro. Ele tentou uma cavadinha, mas mandou para fora. Logo depois, aos 19, Matheus Cunha viu o Martínez adiantado e tentou de antes do meio-campo, mas a bola encobriu a meta argentina.
O Brasil melhorou no jogo e começou a pressionar a saída de bola dos argentinos também. Tanto que o primeiro lance de perigo dos donos da casa foi aos 30 minutos, quando Di María tocou para Lautaro Martínez. Ele invadiu a área e finalizou, mas foi travado por Marquinhos e a bola saiu pela linha de fundo.
Aos 35, Raphinha pressionava Otamendi para tentar roubar a bola quando levou uma cotovelada do zagueiro argentino. O brasileiro ficou com a boca sangrando, mas o árbitro Andres Cunha, mesmo após conversar com o VAR, não marcou nada e nem sequer advertiu o defensor.
No final do primeiro tempo, ainda teve uma finalização perigosa de cada lado. Aos 38, o Brasil tentou de fora da área com Fred, mas Martínez pegou firme. Depois, aos 40, De Paul finalizou da entrada da área e Alisson feliz belíssima defesa para manter o placar zerado para o intervalo.
Para o segundo tempo, a Argentina voltou com Lisandro Martínez e Joaquín Correa nas vagas de Paredes e Lautaro Martínez. A partida, porém, seguiu disputada e com lances ríspidos de lado a lado. Aos 14 minutos, Vinícius Júnior sofreu falta à esquerda da área adversária. Raphinha jogou na área, a defesa cortou e, na sobra, Fred chutou no travessão.
O lance mais bonito do jogo, porém, aconteceu aos 19 minutos. Vinícius Júnior buscou uma bola junto à bandeirinha de escanteio. Marcado por Molina, ele deu uma linda carretilha (ou lambreta, como preferir) no lateral argentino. O atacante do Real Madrid tentou jogar na área, mas houve o corte. Ainda assim, a jogada mereceu destaque pela plasticidade do drible.
A tentativa de Tite para buscar o gol foi a entrada de Antony na vaga de Raphinha, aos 23. Mas quem quase marcou foi Vinícius Júnior, que dominou a bola na área, limpou o marcador, mas bateu fraco, nas mãos de Emi Martínez.
Na reta final, a partida teve mais disputas e encaradas do que jogadas perigosas. Só deu tempo para Messi tentar, aos 44, um chute da entrada da área que foi nas mãos de Alisson. Assim, o 0 a 0 no placar foi justo no principal clássico do futebol sul-americano.
Agora, as duas seleções voltam a campo apenas no ano que vem, para a 15ª rodada das Eliminatórias. Pela data-base divulgada pela Conmebol, as partidas serão realizadas no dia 27 de janeiro. O Brasil enfrentará o Equador, em Quito, e a Argentina encara o Chile, em Santiago.
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Fonte: Portal Peperi
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