A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prevê aprovar até oito novas canetas para emagrecimento até o fim de 2026. A medida deve ampliar a concorrência entre os fabricantes, reduzir os preços dos medicamentos e fortalecer o mercado regularizado.
Atualmente, das 24 canetas incluídas no edital de priorização publicado pela agência em agosto do ano passado, seis já receberam autorização para comercialização, cinco tiveram o registro negado e outras 13 seguem em análise.
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, um dos pedidos deve ser concluído ainda neste mês e apresenta boas perspectivas de aprovação. Outros sete processos protocolados neste semestre têm previsão de análise até dezembro, enquanto cinco aguardam o início da avaliação.
Para acelerar os registros, a Anvisa adotou um modelo de avaliação otimizada, permitindo que diferentes equipes analisem simultaneamente os processos, sem alterar os critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos.
A agência também afirma que o aumento da oferta de medicamentos regularizados ajudará a reduzir o mercado clandestino de canetas para emagrecimento, frequentemente introduzidas no país sem registro sanitário e transportadas sem controle adequado de temperatura.
Além da fiscalização realizada em parceria com a Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal, a Anvisa avalia que o aumento da concorrência, impulsionado pelo fim da patente do Ozempic neste ano, deve ampliar o acesso aos tratamentos para obesidade e diabetes.
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