O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Marcelo Costa Câmara. Ele é ex-assessor especial da Presidência da República e trabalhou com o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do g1 e Uol.
Marcelo Câmara teria descumprido medidas cautelares previstas no inquérito que investiga a atuação de uma organização criminosa na trama golpista, segundo alegou Moraes.
O ministro mencionou que o comportamento do ex-assessor especial revela “completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário”. Ainda, Moraes citou informações da defesa de Marcelo Câmara, que indicam o descumprimento de duas determinações expressas, sendo elas: a proibição de utilização de redes sociais, seja de forma direta ou indireta, e a vedação de manter qualquer tipo de contato com os demais investigados, inclusive por intermédio de terceiros.
Essas práticas investigadas, consideradas ilícitas, podem agravar a situação processual de Câmara no âmbito da Petição 12.100/DF, uma das principais frentes da investigação sobre a trama golpista.
Advogado será investigado
O ministro do STF Alexandre de Moraes também determinou abertura de um inquérito para investigar o advogado Eduardo Kuntz, que atua na defesa de Marcelo Costa Câmara. Moraes vê indícios de tentativa de obstrução da investigação em que Marcelo é réu.
Segundo o despacho, “a tentativa, por meio de seu advogado, de obter informações então sigilosas do acordo de colaboração premiada de Mauro César Barbosa Cid indicam o perigo gerado pelo estado de liberdade do réu Marcelo Costa Câmara, em tentativa de embaraço às investigações”.
O advogado Eduardo Kuntz apresentou nesta terça (17) ao STF conversas que teria tido com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Ele afirmou que evitava falar com Cid, e preferia a comunicação por mensagens de texto.
— Ele cria o perfil e manda um ‘opa’. [Eu] Evitava ao máximo atender ele, para tentar deixar tudo registrado. A ligação maior foi a inicial, foi mais para estabelecer contato, matar a saudade, falar da família — disse ao Uol.
Ainda, o advogado afirmou não saber se o contato seria porque Cid buscava um advogado ou se seria uma “ação controlada”. Ambos já se conheciam, porém Kuntz não teria sido procurado pro Cid para falar sobre a trama golpista.
— Tem uma parte em que eu digo que estou à disposição dele, tomo esse cuidado de ser bem explícito — afirmou.
O advogado ainda afirmou que “deu corda” para que Mauro Cid desabafasse, em um “processo de investigação defensiva”.
— Dei corda e dei linha, de forma investigativa. Não interferi, não perguntei ‘você não quer mudar o que está falando?’ Dei corda para os desabafos — declarou.
Ele também teria feito perguntas de interesse dos clientes defendidos por ele.
— Fiz pergunta de interesse dos meus clientes. Tenho obrigação profissional de juntar isso nos autos para privilegiar os meus clientes”, relata. “Tomo o cuidado de fazer por áudio para não ser mal interpretado, dentro da legalidade da minha atuação — disse o advogado.
Moraes também determinou novo depoimento do delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Fonte: Portal Peperi
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