Agricultores já acessaram mais de 80% da cota de calcário no Extremo Oeste

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Agricultores já acessaram mais de 80% da cota de calcário no Extremo Oeste

Os agricultores do Extremo Oeste já acessaram mais de 80% da cota de calcário disponibilizada pelo programa Terra Boa, do governo do Estado. A informação é do gerente regional da Epagri, Sidinei Simon.

Segundo ele, a região conta com uma cota de 8,2 mil toneladas para 2026. Até agora, cerca de 6,8 mil toneladas já foram entregues nas propriedades rurais número que praticamente alcança a demanda prevista para todo o ano.

De acordo com Simon, a expectativa é de que a cota seja suficiente para atender os produtores. Ainda assim, caso haja necessidade, a Epagri pode buscar um reforço no volume para garantir o atendimento completo.

A alta procura está ligada diretamente à importância do calcário para a produtividade no campo. O produto melhora a qualidade do solo e aumenta a absorção de nutrientes pelas plantas. Esse cuidado tem refletido no aumento da produção agrícola na região.

Para se ter uma ideia, há cerca de 10 anos, a média de produção de milho era de 100 sacas por hectare. Hoje, em algumas áreas, já chega a 240 sacas por hectare, impulsionada por tecnologia e práticas básicas, como a correção do solo.

O programa Terra Boa oferece três formas de acesso ao calcário. Em uma delas, o agricultor adquire o produto direto da mina e paga apenas o transporte. Nas outras duas modalidades, é possível escolher o tipo de calcário e fazer o pagamento somente na safra seguinte, com valores que variam entre três e sete sacas de milho por tonelada.

A expectativa agora também se volta para o programa de sementes de milho, que deve iniciar no fim do semestre e deve ter grande procura na região.

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