O Ministério Público Federal (MPF) quer que a Justiça cancele as concessões da rádio Jovem Pan, alegando que a emissora cometeu abusos durante as eleições de 2022. O órgão apresentou nesta segunda-feira, 15, as alegações finais da ação civil pública aberta em 2023, na qual acusa a Jovem Pan de difundir desinformação de forma sistemática e atacar o regime democrático brasileiro.
Além da cassação das três outorgas da emissora, o MPF também pede que a Jovem Pan seja condenada a pagar R$ 13,4 milhões por danos morais coletivos.
A ACAERT (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) reagiu de forma à manifestação do MPF. Em nota oficial, a entidade classificou o pedido como “inadmissível” e disse que se trata de uma ameaça direta à liberdade de imprensa.
“Punir uma rádio por sua linha editorial é desproporcional. Isso fere a Constituição e põe em risco um dos fundamentos da nossa democracia”, afirmou o presidente da ACAERT, Fábio Bigolin.
Por fim, a ACAERT declarou apoio à Jovem Pan, destacando que a emissora tem mais de 80 anos de atuação e compromisso com os valores democráticos.
Confira a nota oficial:
NOTA OFICIAL
Em resposta às alegações finais do Ministério Público Federal em ação judicial que pede o cancelamento da outorga da Rádio Jovem Pan pela sua linha editorial durantes as eleições de 2022, a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT manifesta:
- É inadmissível que qualquer emissora de rádio e de televisão no país seja punida com o cancelamento de sua outorga pelo simples fato de exercer seu legítimo direito de liberdade de expressão e pensamento.
- A iniciativa do MPF é desproporcional e fere um dos pilares básicos do Estado Democrático de Direito, que é a liberdade de imprensa, a qual as instituições republicanas devem preservar e respeitar.
- A ACAERT, juntamente com as associações representativas da radiodifusão brasileira, acompanha com apreensão a movimentação da ação na esfera judicial, na expectativa de que não prosperem as alegações do MPF, tendo plena confiança no Judiciário brasileiro.
- Por fim, a ACAERT endossa posicionamento da emissora ao afirmar em nota que “mantém a coerência com o posicionamento adotado ao longo de seus mais de 80 anos de história e que reitera seu compromisso com a democracia, com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República e com a nossa Constituição cidadã, que tem como um de seus pilares a liberdade de expressão”.
Fábio Bigolin
Presidente ACAERT
Fonte: Portal Peperi
Grêmio perde para o Flamengo e volta à zona de rebaixamento do Brasileirão
Propriedade rural é atingida por temporais duas vezes em três dias em Iporã do Oeste
Homem morre e outros dois ficam feridos em colisão frontal na BR-163
Iporã do Oeste decreta situação de emergência após temporais
Homem matou agente de saúde por insatisfação com visitas domiciliares, aponta Polícia Civil
Quase 39 mil unidades consumidoras seguem sem energia na região após temporal
Defesa Civil confirma dois tornados no Oeste; 58 municípios registram estragos
Empresária de SMO relata momentos de desespero dentro de avião durante tornado em Chapecó
Justiça determina transferência de líderes de facção para presídio de segurança máxima após investigação da Polícia Civil de Itapiranga
Bombeiros atendem mais de 400 famílias após temporal em Chapecó
Temporais causam prejuízos superiores a R$ 1 milhão em Santa Helena
Corpo de Bombeiros orienta que moradores não subam em telhados para reparos