União Catarinense dos Direitos dos Animais apoia decreto sobre pit bulls em SC

Por Caroline Souza Campo, Campo Erê

Compartilhar
União Catarinense dos Direitos dos Animais apoia decreto sobre pit bulls em SC
Foto: Pixabay/ND

A presidente da União Catarinense em Defesa dos Direitos dos Animais - UCDDA e da ONG Fênix, de São Lourenço do Oeste, Benice Folador, se manifestou sobre o decreto do governo de Santa Catarina que regulamenta a Lei 14.204/2007 que proíbe a procriação e comercialização e estabelece regras de circulação de cães da raça Pit Bull em espaços públicos.

Segundo a presidente, a medida reforça a legislação existente tanto federal quanto a estadual e tem como objetivo principal proteger os próprios animais da exploração, abandono e demais formas de maus tratos.

Benice destaca que há quase 20 anos já é proibida a comercialização de pit bulls em Santa Catarina, e que a castração sempre foi obrigatória. Para ela, o problema está na existência de canis clandestinos e na exploração irresponsável da raça, que têm levado a situações de abandono, maus-tratos e aumento da criminalidade envolvendo os animais.

A presidente afirma que o Pit Bull é um cão dócil, desde que criado com responsabilidade e afeto.

“Se for bem cuidado, é um animal companheiro e equilibrado. Agora, se for treinado como uma arma de ataque, rinhas, aí sim pode se tornar perigoso”, alerta.

Ela também lembra que desde 1998, a mutilação de animais é considerada crime ambiental federal, e que o decreto vem para reforçar a necessidade de fiscalização, controle e orientação para toda sociedade.
" Vemos muitos pits bulls em mídias e nas ruas com orelhas mutiladas, o que configura crime de maus tratos conforme o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais.”

Frisa ainda que esse decreto vem para proteger, não para punir o cão. A intenção é coibir abusos e garantir que o animal não seja usado de forma indevida.

Com relação aos tutores responsáveis, Benice diz que não existem impactos negativos com o decreto, já que ele trata da conscientização e atua como uma barreira importante para que esses animais não caiam nas mãos de pessoas irresponsáveis.

Outro ponto enfatizado por Benice é a necessidade de fiscalização efetiva. Segundo ela, os municípios precisam agir com mais firmeza para garantir que as regras sejam cumpridas e que os abusos sejam coibidos e a omissão da guarda responsável seja devidamente fiscalizada e multada.
Para ela, animal seguro é dentro de seu pátio, cuidado pela família. Passear é possível, portando, desde que com guia e focinheira, assim como demais raças de porte grande. Benice ainda menciona, que "políticas públicas existem para coletividade e neste sentido o Decreto Estadual veio atender a sociedade e as demandas dos movimentos ativistas de Proteção Animal".

Fonte: Portal Peperi

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi