Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, na noite de terça-feira, 29, e desencadeou alertas de tsunami em várias regiões banhadas pelo Oceano Pacífico.
O tremor, registrado a cerca de 125 quilômetros da cidade russa de Petropavlovsk-Kamchatsky, é considerado o mais forte na área em mais de 70 anos, segundo o Serviço Geofísico da Academia de Ciências da Rússia. Com profundidade de aproximadamente 19 quilômetros, o abalo sísmico foi classificado como raso, o que aumenta o risco de formação de ondas gigantes.
Logo após o tremor, foram registradas marés de até quatro metros em partes da região russa. Em Severo-Kurilsk, contêineres e embarcações foram arrastados, levando o distrito a declarar estado de emergência e a remover cerca de 300 moradores. Autoridades também confirmaram feridos leves, inclusive em um aeroporto local.
No Japão, sirenes de alerta foram acionadas em pelo menos 21 prefeituras e a Agência Meteorológica do país orientou que 1,9 milhão de pessoas deixassem áreas costeiras diante da expectativa de ondas de até três metros.
Vídeos mostram moradores buscando abrigo em pontos altos e até em telhados de casas. O aeroporto internacional de Sendai suspendeu suas operações, assim como balsas em diferentes regiões.
No Havaí, as autoridades determinaram evacuações em zonas de risco e cancelaram voos em Maui. Toda a atividade comercial foi paralisada em áreas próximas ao mar, diante do temor de “ondas destrutivas”. O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico informou que as primeiras ondas já alcançaram a costa do estado.
Nos Estados Unidos, além do Havaí, o alerta se estende ao Alasca, Oregon, Washington e Califórnia, com previsão de chegada das ondas ao longo da madrugada.
Na América do Sul, Chile e Equador entraram em estado de atenção. O Equador prevê ondas de até 1,4 metro nas Ilhas Galápagos, enquanto o Peru e o México monitoram a situação. Países da América Central também foram incluídos na área de risco.
De acordo com especialistas russos, abalos secundários de magnitude de até 7,5 podem ocorrer nas próximas semanas, o que mantém elevado o nível de alerta. A Península de Kamchatka, localizada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, é uma das regiões mais ativas do mundo em termos sísmicos e vulcânicos.
O episódio reacendeu temores de desastres semelhantes ao de 2011, quando um terremoto seguido de tsunami devastou o Japão e provocou a crise nuclear em Fukushima. Autoridades japonesas já retiraram preventivamente trabalhadores da usina e reforçaram protocolos de emergência.
Fonte: Portal Peperi
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