O Clima atípico registrado no final do mês de outubro e no início do inverno influenciou de diversas maneiras nas pastagens de verão.
Conforme o Engenheiro agrônomo, que possui mestrado em pastagens e doutora em Ecofisiologia de Plantas, Steben Crestani, as temperaturas acima da média foram bastante positivas para o desenvolvimento das pastagens perenes tropicais e para os sistemas que utilizam as espécies, como base forrageira.
Por outro lado, o calor excessivo dificultou a plantação e o desenvolvimento das pastagens de inverno, um alimento muito importante que possui uma alta qualidade e que atende a produção em um vazio forrageiro das pastagens perenes de verão.
Conforme Crestani, as pastagens de inverno que foram implantadas nos meses de março abril e metade de maio, tiveram em sua grande maioria um desenvolvimento abaixo do esperado. Já as pastagens plantadas a partir da metade do mês de maio e metade de junho, principalmente aquelas com cultivares melhoradas, a exemplo do azévem tetraplóide de ciclo longo, estão tendo um bom desenvolvimento e foram favorecidas com as últimas ondas de frio.
O Engenheiro Agrônomo destaca que é muito provável que essas áreas estejam com uma boa produtividade até a metade do mês de setembro.
Steben Crestani explicou em entrevista que o frio intenso e as geadas registradas em municípios da região, acabaram prejudicando a rebrota das pastagens perenes de verão.
O Engenheiro Agrônomo enfatiza que o primeiro passo que os produtores devem tomar em relação a situação é fazer a fertilização dessas pastagens tropicais perenes, a fim de ter uma rebrota mais rápida, com maior vigor. Ele menciona que as áreas que possuem um acúmulo muito grande de massa e que foram queimadas pela geada, necessitam de uma remoção dessa camada através de roçadas, para que seja possível expor a base da planta ao sol, estimulando o seu perfilhamento. Nas pastagens anuais, principalmente a aveia de ciclo curto, Steben Crestani menciona que o ideal é implantar as pastagens de verão nesse período inicial no qual os milhetos possuem um desenvolvimento inferior, pelo fato de necessitarem de uma temperatura de solo mais alta.O Engenheiro Agrônomo frisa que o ideal é que os produtores rurais façam a implantação por meio de sorgo ou capim-sudão, espécies que possuem um bom desenvolvimento, mesmo com as temperaturas do solo mais baixas
Fonte: Portal Peperi
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