Nas últimas semanas a reportagem da Peperi foi questionada sobre a quantidade expressiva de pessoas de outros países em São Miguel do Oeste e sobre esse assunto, conversamos com a diretora do Departamento de Cidadania da Secretaria de Assistência Social, Loreni Comel.
De acordo com ela, o município está recebendo imigrantes há praticamente 10 anos, sendo que no começo a chegada maior era de pessoas haitianas e desde 2018, os venezuelanos também começaram a procurar São Miguel do Oeste como destino.
Segundo ela, essa vinda se intensificou ainda mais após a pandemia da Covid-19 e o número é expressivo, chegando pessoas diariamente no município, incluindo de imigrantes de nacionalidade argentina nos últimos meses.
Conforme Loreni, por conta disso, a equipe da secretaria está preocupada, haja visto, que toda população que chega em São Miguel do Oeste possui os mesmos direitos dos demais moradores brasileiros e destacou que por conta disso, o setor tem trabalhado de forma intensa, porém, a falta de profissionais para prestar os atendimentos é um empecilho para que a demanda atual seja atendida.
Ela citou que muitos imigrantes vêm pela razão da vinda de amigos ou familiares, porém, muitos também vêm por meio de demanda espontânea, que é quando a família ou a pessoa não possui qualquer vínculo com ninguém do município. Nesses casos, muitas vezes, os imigrantes chegam sem mantimentos e com um número expressivo de integrantes no grupo familiar.
A diretora argumentou que a preocupação é maior ainda por conta do inverno que está próximo e muitas famílias não possuem roupas adequadas para a estação.
Questionada sobre a quantidade de atendimentos que o setor presta para os imigrantes, ela garantiu que apenas nos primeiros quatro meses deste ano, o número já chega próximo de mil, totalizando 960 atendimentos presenciais. Loreni detalhou que esse dado é apenas dos atendimentos presenciais, sendo que não estão sendo contados os atendimentos via WhatsApp e outros meios, sendo que se fossem contabilizadas todas as formas de atendimento, o índice seria bem maior que esse divulgado.
Já em relação ao número de integrantes existentes em São Miguel do Oeste, ela comentou que atualmente 1.900 pessoas de várias nacionalidades estão cadastradas no departamento de Cidadania, sendo que a maioria é de origem venezuelana. Ela explicou que todos os imigrantes precisam procurar o setor para fazer o cadastro e lembrou que a grande maioria busca benefícios ou documentação.
A diretora disse que o município sabe que existem famílias imigrantes que não estão cadastradas e reforçou o pedido para o cadastramento, haja visto que é extremamente necessário para que recursos sejam buscados à nível estadual e também federal.
Loreni Comel foi questionada ainda pela nossa reportagem em relação ao encaminhamento das famílias para as empresas e informou que atualmente duas grandes companhias são parceiras. Ela orientou que as empresas interessadas em buscar mão de obra podem entrar em contato com o departamento para obter mais informações.
Já em relação ao questionamento da população sobre a quantidade expressiva de imigrantes em São Miguel do Oeste, Loreni lembrou que existe um acordo entre o Brasil e os países próximos, onde qualquer imigrante precisa ser acolhido e ter toda a assistência necessária.
Fonte: Portal Peperi
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