Santa Catarina já ultrapassou a marca de 40 mil casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) em 2026, conforme dados do painel do Ministério da Saúde atualizados até 4 de fevereiro. O levantamento mostra que a doença já atingiu praticamente todo o Estado: apenas cinco dos 295 municípios catarinenses ainda não registraram ocorrências neste ano — Urubici, São Bernardino, Pedras Grandes, Marema e Bom Jesus. Isso significa que 98,3% das cidades tiveram casos entre 1º de janeiro e o início de fevereiro.
Entre os municípios com maior número de diagnósticos, Itajaí lidera com 4.155 casos registrados. Em seguida aparecem Florianópolis, com cerca de 2,7 mil casos; Chapecó, com 2.351; Balneário Camboriú, com 2.141; e Brusque, com 1.994. Também figuram entre os municípios com números expressivos Bombinhas (1.723), São José (1.388), Blumenau (1.328), Navegantes (1.215) e Itapema (864).
No cenário nacional, a região Sul ocupa a terceira posição em número de casos de DDA em 2026, concentrando 15,96% dos diagnósticos do país. Entre os estados do Sul, Santa Catarina lidera o ranking, seguida pelo Paraná, com cerca de 25 mil casos, e pelo Rio Grande do Sul, com 17 mil.
As doenças diarreicas agudas são caracterizadas por alterações no funcionamento do trato gastrointestinal e podem provocar sintomas como náuseas, vômitos, febre e dor abdominal. Em situações mais graves, a doença exige acompanhamento médico. Entre os principais agentes causadores estão vírus como rotavírus, norovírus e adenovírus; bactérias como Escherichia coli, Salmonella e Shigella; além de parasitas como Giardia, Cryptosporidium e Cyclospora.
Ainda em dezembro de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu um alerta para o aumento de casos durante o verão, período historicamente associado a surtos da doença. O crescimento é atribuído a fatores típicos da estação, como o aumento do fluxo turístico, maior consumo de alimentos fora de casa, temperaturas elevadas e maior exposição a águas impróprias para banho.
Para prevenir a doença, as autoridades recomendam consumir apenas água tratada, fervida ou mineral; evitar frutos do mar crus e carnes mal passadas sem procedência conhecida; manter a higiene e refrigeração adequada dos alimentos; não consumir bebidas e alimentos de origem duvidosa; higienizar as mãos com frequência; e evitar locais com condições impróprias para banho.
Fonte: Portal Peperi
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