Santa Catarina fez exames de mamografia em apenas 18% das mulheres entre 50 e 69 anos em 2021. O número está quase quatro vezes abaixo dos 70% recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para mulheres entre 40 e 69 anos. Em todo o Brasil, o índice ficou em 17% após a pandemia.
Os dados são do Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no Sistema Único de Saúde, idealizado pelo Instituto Avon e pelo Observatório de Oncologia, a partir de informações da base de dados do DataSUS.
O exame é fundamental para o diagnóstico de câncer de mama, doença que é a principal neoplasia entre as mulheres no Brasil.
— É um indicador muito ruim para nosso Estado, pois a mamografia consegue reduzir a morte por câncer de mama e aproximadamente 25% quando feita a partir dos 40 anos. Ou seja, uma a cada quatro mulheres deixa de morrer por câncer de mama porque o diagnóstico foi feito por uma mamografia de rastreamento e não porque ela detectou um nódulo ou alteração na própria mama — explica a médica Ana Cláudia Galdino Franzoni, oncologista especialista em câncer de mama.
Segundo o médico Sergio Simon, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, nos países onde foi introduzido o rastreamento mamográfico com cobertura de 70% da população, a queda na mortalidade por câncer de mama foi de aproximadamente de 35%, entre 1987 e 2017.
No Brasil, 53.744 mulheres foram hospitalizadas pela doença em 2021. O índice de mortalidade do câncer de mama entre pacientes internadas foi de 10,3%. Em Santa Catarina, a taxa ficou em 9,3%.
Além de aumentar as chances de cura, e como consequência diminuir o índice de mortalidade, quanto mais cedo é descoberto o câncer de mama, maiores as chances de os tratamentos serem brandos.
Ao todo, foram 128.494 mamografias feitas em SC em 2021. Dessas, 99,5% foram aprovadas pelo SUS e tiveram um custo total de R$ 5,4 milhões. O número representa queda de 17% em relação aos exames feitos em 2019, antes da pandemia de coronavírus.
Em 2020, a queda foi de 44%. Isso significa que o Estado conseguiu aumentar o percentual de diagnósticos, mas ainda não se recuperou da diminuição registrada após o início da pandemia.
Entre os exames que atestaram a presença de câncer, o Estado se destacou por ser o terceiro com o menor número de diagnósticos da doença já em estágio grave (3 ou 4), com 34% de diagnósticos tardios. SC ficou atrás de São Paulo e do Rio Grande do Sul, que empataram em 33%.
Os Estados com os piores índices foram Acre com 56% de diagnósticos tardios, Pará e Ceará, com 55%.
Em todo país, os diagnósticos avançados da doença representaram 42% dos casos, entre 2015 e 2021, chegando a 45% no último ano.
— Se identifica lesões que você não percebe e você só consegue isso com a mamografia, as suas chances de cura no estágio inicial são 95%. Se você descobre em um estágio mais avançado, essa estatística cai de 95% para 40% — explicou Adriana Magalhães, presidente da Sociedade Catarinense de Mastologia, para a NSC TV.
Nos níveis graves da doença, o tumor é maior, pode afetar tecidos ao redor da mama ou até já ter se disseminado para linfonodos e órgãos próximos. Até o terceiro estágio, o tratamento de câncer de mama geralmente inclui cirurgia e radioterapia, associado a quimioterapia ou outras terapias medicamentosas, segundo o Oncoguia.
O quarto estágio é o mais grave de todos e requer também tratamento com terapias sistêmicas.
Fonte: Portal Peperi
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