O Brasil registrou 1.187 mortes maternas em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. As principais causas continuam sendo hipertensão, hemorragias e infecções puerperais — que ocorrem no aparelho reprodutor feminino seguintes a um parto ou aborto espontâneo. Em Santa Catarina, foram contabilizados 37 óbitos, dentro de um total de 155 em todos os estados que compõem a região Sul — o que equivale a 23% dos casos.
No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 287 mil mulheres morrem por complicações da gravidez e do parto a cada ano, sobretudo em países de baixa e média renda. A meta global é reduzir a taxa de mortalidade materna para menos de 70 por 100 mil nascidos vivos até 2030, mas o cenário atual mostra que o avanço ainda é insuficiente.
Principais causas das mortes maternas
Segundo o obstetra Hugo Alejandro Arce Iskenderian, as mortes maternas não decorrem de uma única causa.
— Uma gestante pode ter um distúrbio hipertensivo e acabar com um AVC porque não foi atendida em tempo hábil. Muitas vezes há peregrinação por hospitais e demora no atendimento. Cada minuto perdido aumenta o risco de morte — explica.
Para ele, a falta de estrutura e de leitos especializados é um dos maiores problemas. Além disso, de acordo com Iskenderian, a minoria das gestações no Brasil são planejadas, o que aumenta a vulnerabilidade.
— O ideal seria um pré-natal adequado iniciado já no planejamento da gravidez, com redução de fatores de risco como obesidade, hipertensão e diabetes — afirma.
Como evitar os óbitos
A ginecologista e obstetra Yasmin Prazeres destaca que a maioria das mortes é evitável. O acompanhamento qualificado antes do nascimento do bebê permite identificar possíveis riscos, orientar sobre sinais de alerta e iniciar tratamentos preventivos.
— Também é essencial manter o controle no puerpério [período após o parto que se estende até o corpo da mulher retornar ao estado pré-gravidez] e garantir consultas pós-parto para reavaliação da saúde da mãe — diz.
Um dos protocolos fundamentais para manter a segurança de gestantes e mulheres que recém tiveram seus filhos, segundo a ginecologista e obstetra Mariane Marinho, é manter o contato constante com os profissionais da saúde.
— Mantê-los [médicos que acompanham o parto] sempre atualizados e com treinamentos regulares é essencial. Além disso, ter atenção aos sinais vitais da gestante [contrações, sangramento excessivo, pressão arterial] também é um dos protocolos a ser seguido — afirma.
O obstetra Hugo Iskenderian complementa ao dizer que manter hábitos saudáveis ajuda a reduzir significativamente os óbitos maternos.
— Quando a mulher engravida em melhores condições de saúde, com peso adequado e doenças como hipertensão e diabetes controladas, diminui-se o risco de complicações graves durante a gestação e o parto — explica.
Prazeres ressalta que o Brasil já dispõe de protocolos eficazes e medicamentos para prevenção de complicações, mas ainda faltam estrutura hospitalar, treinamento de profissionais e expansão de leitos para gestações de alto risco.
Mortalidade infantil em queda
Apesar do cenário preocupante da mortalidade materna, o Brasil registrou queda nos óbitos infantis e fetais. Em 2024 foram 35.450, contra 37.952 em 2023. A redução de 8,02% nos últimos dois anos é atribuída ao fortalecimento da atenção básica, vacinação, incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento pediátrico, segundo o Ministério da Saúde.
Fonte: Portal Peperi
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