O contato com animais peçonhentos tem causado preocupação no Oeste catarinense. No ano passado, a região registrou 463 acidentes, ficando entre as três com mais casos no estado, atrás apenas da Grande Florianópolis (855) e do Alto Vale do Itajaí (520).
Em São Miguel do Oeste, foram 140 ocorrências notificadas, segundo Marcos Bortolanza, da Vigilância Epidemiológica municipal. Os principais causadores dos acidentes foram aranhas do tipo armadeira, seguidas por serpentes, escorpiões e lagartas.
Somente em 2024, já são 12 registros na cidade, sendo oito provocados por aranhas. Coordenador da Vigilância Epidemiológica Regional, Márcio Pereira, explica que a maior parte das vítimas é composta por trabalhadores rurais, que entram em contato com esses animais no dia a dia.
“Embora poucos casos exijam tratamentos mais complexos, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente após uma picada, já que a demora pode agravar os sintomas. Autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, especialmente no meio rural, onde os riscos são maiores”, conclui Pereira.
Fonte: Portal Peperi
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