O Aeroporto de São Miguel do Oeste pode receber voos regionais nos próximos anos, como parte de um projeto do governo estadual que pretende conectar 24 cidades catarinenses por via aérea. A proposta em análise prevê o uso de aviões menores, com capacidade entre 8 e 18 passageiros, que possam operar em pistas curtas e menos estruturadas.
Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o plano é reduzir o tempo de deslocamento no estado, onde o relevo acidentado e a distância entre cidades tornam as viagens rodoviárias longas e cansativas.
“Uma viagem entre Caçador e Florianópolis, por exemplo, leva cerca de seis horas de carro, mas poderia ser feita em 45 minutos de avião”, explica Martins.
A comitiva catarinense visitou em junho a China, onde conheceu a fábrica do modelo Harbin Y-12, uma das aeronaves cogitadas para o projeto. O avião, para até 17 passageiros, é ideal para aeroportos com pistas entre 700 e 800 metros — como é o caso de São Miguel do Oeste.
A cidade faz parte dos 19 aeroportos estaduais que hoje não têm voos comerciais regulares, mas podem receber esse tipo de operação com aeronaves menores. Atualmente, apenas cinco terminais catarinenses operam com voos comerciais regulares — todos privados.
Além de facilitar o deslocamento de empresários, turistas e produtores rurais, a aviação regional também poderá auxiliar na área da saúde. “Esses aviões podem transportar pacientes com agilidade até centros médicos maiores”, destaca o secretário.
A intenção do governo é apresentar o projeto definitivo até o fim do ano, já com a definição de quais rotas serão implantadas e quais incentivos fiscais e financeiros serão concedidos. Entre as possibilidades estão subsídios para combustível, manutenção, aquisição de aeronaves e até compra de assentos pelas prefeituras.
Fonte: Portal Peperi
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