A partir de agosto, São Miguel do Oeste vai mudar a forma de enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A cidade vai adotar uma nova metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde, baseada no uso de “ouvitrampas”, armadilhas que captam ovos do mosquito para análise técnica.
O coordenador do setor de combate às endemias, Renério Luis Dill, explica que o novo modelo permitirá identificar com mais precisão os bairros com maior concentração do inseto. “Hoje temos 63 armadilhas, e vamos saltar para cerca de 180. Isso nos dará uma visão mais detalhada da situação”, afirma.
As armadilhas serão instaladas em pontos estratégicos da cidade, seguindo um grid de 300 metros. Elas permanecem no local por cinco dias e, depois, são recolhidas para análise em laboratório. Trinta dias depois, o processo se repete no mesmo ponto. Por isso, a colaboração dos moradores será essencial, já que o acesso aos imóveis precisa ser garantido, mesmo na ausência dos residentes.
“Se não retirarmos a armadilha no quinto dia, os ovos podem evoluir para larvas e depois virar mosquito adulto. Por isso a pontualidade é tão importante”, reforça Renério.
Mesmo com a chegada do inverno, o monitoramento não será interrompido. Segundo o coordenador, as larvas sobrevivem em água parada e podem acelerar o ciclo com o retorno do calor. “O frio diminui a atividade do mosquito, mas o risco continua. Por isso, é preciso manter os cuidados o ano todo”, alerta.
A Secretaria de Saúde do município reforça que os agentes de endemias entrarão em contato com moradores e comerciantes para instalar os dispositivos. Termos de adesão serão firmados para garantir a efetividade do plano.
Fonte: Portal Peperi
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