Santa Catarina reforça vigilância contra sarampo e alerta para vacinação

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Santa Catarina reforça vigilância contra sarampo e alerta para vacinação

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) reforçou as medidas de vigilância contra o sarampo diante do aumento de casos no continente americano e de novos registros da doença no Brasil. O estado não registra casos desde 2020, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Como medida preventiva, a SES-SC publicou a Nota de Alerta nº 004/2026, que orienta municípios e serviços de saúde a intensificarem a vigilância epidemiológica e notificarem imediatamente casos suspeitos.

A orientação também prevê investigação dos casos, coleta de amostras para diagnóstico laboratorial, identificação e monitoramento de contatos e atualização da situação vacinal da população, principalmente entre viajantes e pessoas com esquema vacinal incompleto.

Segundo dados apresentados pela SES-SC, 22.324 casos de sarampo foram confirmados no continente americano no primeiro semestre de 2026. O levantamento de junho apontava 11.532 registros no México, 2.073 nos Estados Unidos e 1.071 no Canadá.

No Brasil, novos casos também foram registrados. Conforme as informações citadas no levantamento, São Paulo contabilizou 24 casos na primeira semana de agosto e o Rio de Janeiro informou uma ocorrência.

Vacinação

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. Segundo dados da DIVE, Santa Catarina apresenta cobertura superior à média nacional em 16 dos principais imunobiológicos do calendário infantil do Ministério da Saúde.

No caso da vacina contra o sarampo, a cobertura da primeira dose entre crianças de um ano chegou a 96,05%. Para a segunda dose, o índice informado é de 85,48%.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias eliminadas durante tosse, fala, espirro ou respiração.

Entre os sintomas estão febre alta, coriza, vermelhidão nos olhos, manchas brancas no interior da boca e manchas avermelhadas pelo corpo. A doença também pode provocar complicações.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta os serviços de saúde a permanecerem atentos para identificar rapidamente casos suspeitos e adotar as medidas de controle.

Fonte: NSC Total

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