A safra de maçã 2025-2026, que começou a ser colhida em Santa Catarina, deverá ter produção 27,9% maior que a anterior. A estimativa é do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) que faz o acompanhamento da produção no estado. As projeções são de que a colheita poderá alcançar até 615 mil toneladas, o que amplia a oferta nacional. As duas últimas safras de maçã tiveram queda de produção e função de problemas climáticos como excessos de chuvas e de calor.
De acordo com a Epagri, esse crescimento da produção com a entrada de maçãs precoces já começa a impactar nos mercados com redução de preços, coincidindo com a oferta do estoque ainda existente da safra anterior e também com maçãs importadas.
Na Ceasa de Santa Catarina, o preço médio das maçãs teve retração de 0,7% em janeiro frente a dezembro. Na comparação com janeiro de 2025, houve redução de 7,6% no preço. Bom para o consumidor que está podendo pagar menos por essa fruta que é uma das mais demandadas no estado, ao lado da banana e da laranja.
Na Ceagesp, em São Paulo, que é o maior mercado brasileiro, o preço da maçã de Santa Catarina seguiu alto no primeiro mês do ano. O analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Agrícola da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Junior, explica que a maior procura pela maçã fresca, da nova safra, sustentou os preços em São Paulo.
– No mesmo período, as maçãs importadas também apresentaram valorização entre dezembro e janeiro, com alta de 44,1%, porém seguiram 0,9% abaixo das cotações da fruta catarinense na central paulista. Esse cenário manteve a concorrência com a produção nacional, sem comprometer o desempenho da maçã catarinense – destaca Goulart Junior.
As regiões catarinenses que mais produzem maçãs são os Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos. Os Campos de Lages lideram a produção com os municípios de São Joaquim (58,58%), Bom Jardim da Serra (10,07%), Urubici (4,83%) e Urupema (4,30%).
A região de Joaçaba responde por 11,2% da produção, a de Curitibanos, 5,6%. Elas sediam os municípios de Fraiburgo (10,87%), Monte Carlo (3,78%) e Painel (2,90%).
Fonte: Portal Peperi
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