O Secretário da Agricultura e Meio Ambiente de São João do Oeste, Rogério Rech, é o coordenador do Colegiado de Secretários da Ameosc e defende ações coletivas. A situação está causando preocupação devido aos seguidos registros de poluição ambiental.
Ele chama atenção para a importância de um debate regional sobre produção agropecuária e questões ambientais. O problema não ocorre apenas em São João do Oeste, pois outros municípios do Extremo Oeste enfrentam problemas semelhantes. Rech diz que este período do ano é mais crítico, devido as plantações, principalmente de lavouras de milho, fator que reduz espaços para a destinação correta de adubação em áreas de terra.
A concentração de bovinocultura de leite e suinocultura cria dificuldades no manejo correto dos dejetos e muitas vezes ocasiona poluição. Ressalta ainda que os rios de São João do Oeste e de outros municípios da região são de pequeno porte e logo sofrem impacto negativo com a presença de pequena quantidade de dejetos.
Rogério Rech informa que este tema está em discussão há bastante tempo no Colegiado de Secretários Municipais da Agricultura. Nesta quarta-feira, 26, ocorre Seminário Regional no Cetresmo, em São Miguel do Oeste, sobre a produção de energia a partir de dejetos de animais. Rech cita a presença de técnicos que atuam em regiões do Paraná que vão abordar tecnologias que permitem o aproveitamento correto do biogás. O desafio é equilibrar a questão econômica com a ambiental.
A organização dos produtores rurais por meio de associações ou cooperativas visa transformar o problema atual em uma solução com faturamento no agronegócio. O Secretário da Agricultura e Meio Ambiente de São João do Oeste avalia que o debate deve ser ampliado com pesquisa detalhada sobre a estrutura para tratamento de dejetos e capacidade correta para quantidade de animais em cada propriedade.
Segundo Rogério Rech, algumas bacias hidrográficas já apresentam saturação de dejetos e precisam de avaliação criteriosa para evitar problemas mais graves. O Secretário defende que é preciso reunir todas as partes interessadas, poder público, agroindústrias, cooperativas e produtores rurais. Rech considera que é preciso adotar medidas preventivas para não ter consequências piores no futuro próximo.
O Coordenador do Colegiado de Secretário da Agricultura defende ações com diferentes órgãos para fonte alternativa de renda no meio rural. Rogério Rech tem por base diversas visitas técnicas realizadas em município do Paraná que já possuem sistemas de tratamento e reaproveitamento de dejetos bovinos e suínos.
A geração de energia elétrica é uma alternativa que recebe apoio público e privado. Rech reforça que é preciso enfrentar o problema unindo esforços sem apontar responsáveis e sem procurar encontrar culpados pela poluição. Ele afirma que está ocorrendo ampliação de várias estruturas de produção com grande concentração de animais. Rogério Rech menciona ainda que a questão econômica não pode ser contestada, porém, sem causar danos ao meio ambiente com poluição de água que afeta a toda população.
Fonte: Portal Peperi
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