A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Maravilha, deflagrou, na tarde desta terça-feira, 25, a segunda fase da Operação Erínias. A ação dá continuidade às investigações sobre o sequestro, homicídio e ocultação do cadáver da adolescente Luana Bösing, de 17 anos.
Luana foi sequestrada na noite de 4 de julho de 2026, quando foi retirada à força da residência onde estava, em Maravilha. Após intensas diligências, o corpo da adolescente foi localizado na noite de 7 de julho, enterrado em uma área de mata no interior de Nova Erechim. A vítima apresentava diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
As primeiras diligências realizadas pela Polícia Civil resultaram na prisão de três investigados. Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios da participação de outras pessoas no crime, o que levou à deflagração da Operação Erínias.
A primeira fase da operação foi realizada em 10 de agosto, quando outros três homens foram presos nos municípios de Maravilha e Pinhalzinho. Com isso, o número de investigados presos chegou a seis.
Segundo a Polícia Civil, a análise de imagens, dados de inteligência e outros elementos de prova apontou para uma possível atuação coordenada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Sétima prisão
No decorrer das investigações, a DIC de Maravilha reuniu novos elementos que indicaram a possível participação de uma mulher no crime. Após os fatos, ela teria deixado Santa Catarina e se deslocado para o Rio Grande do Sul.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da investigada. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário.
Na tarde desta terça-feira, após novas diligências, policiais civis da DIC de Maravilha localizaram a mulher, de 22 anos, no município de Três Coroas, no Rio Grande do Sul. No local, foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
A ação contou com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Serviço de Inteligência e Apoio Policial (SIPAC) da 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (2ª DPRI).
Com a prisão desta terça-feira, chega a sete o número de pessoas presas no decorrer das investigações relacionadas ao crime.
A investigada permanece presa no Rio Grande do Sul, à disposição do Poder Judiciário.
Investigações continuam
Apesar das prisões realizadas até o momento, a Polícia Civil ressalta que as investigações continuam. O objetivo é esclarecer completamente a dinâmica do crime e individualizar a participação de cada pessoa envolvida.
O delegado de Polícia Éder Matte, responsável pelas investigações, destaca que novas prisões poderão ocorrer caso sejam identificados elementos que comprovem a participação de outras pessoas.
“As investigações ainda não foram encerradas. Qualquer pessoa que tenha participado, de qualquer forma, do planejamento, execução ou auxílio relacionado a esse crime será identificada e responsabilizada. Havendo elementos que demonstrem o envolvimento de outras pessoas, trabalharemos para identificá-las, localizá-las e prendê-las.”
Fonte: PCSC
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