Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, a proliferação do mosquito Aedes aegypti preocupa as autoridades em saúde no Extremo Oeste. Para enfrentar o avanço da dengue, uma parceria entre as Secretarias de Saúde, Educação e a Federação Catarinense dos Municípios está coordenando uma ampla mobilização em toda a região.
As ações, que envolvem campanhas educativas em escolas públicas e privadas, visam orientar alunos e famílias sobre a eliminação de focos do mosquito. Segundo a bióloga Rosana Mariani, da Gerência Regional de Saúde, a iniciativa busca reforçar a prevenção e conter o avanço da doença. "Estamos em um período com muita chuva e calor, o que favorece o desenvolvimento do mosquito. Além disso, temos a circulação de três sorotipos da dengue no Estado, o que eleva o risco de novos surtos", explicou.
Até o momento, a região registra 1.091 casos prováveis de dengue, dos quais 1.047 já foram confirmados. Há ainda sete casos com sinais de alarme, dois casos graves e dois óbitos registrados em 2025. Além disso, todos os 30 municípios da Gerência Regional estão infestados pelo Aedes aegypti, somando 2.613 focos identificados.
A situação é considerada crítica. "A presença do mosquito em todos os municípios, combinada com as altas temperaturas e o novo sorotipo circulando, aumenta o risco de transmissão e novos casos graves", alertou Rosana.
A especialista também reforça que as ações governamentais só terão sucesso com o engajamento da população. "A participação das pessoas é fundamental. É preciso eliminar qualquer local com água parada, dentro e fora de casa. Só assim conseguimos reduzir os focos e evitar a transmissão", destacou.
Além das campanhas escolares, os municípios estão sendo orientados a aplicar novas metodologias de borrifação interdomiciliar em imóveis públicos, conforme as diretrizes atualizadas do Estado.
Outro ponto de atenção é a introdução de um novo sorotipo da dengue na região. “Esse sorotipo já circulava em outras regiões do Brasil e agora foi identificado no Extremo Oeste. A entrada de um novo tipo aumenta o risco de epidemias e de formas graves da doença”, afirmou.
As ações seguem nas próximas semanas e cada município tem autonomia para definir a melhor forma de organização, de acordo com a realidade local.
Fonte: Portal Peperi
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