Pandemia provoca queda no número de nascimentos no Brasil em 2020

Por João Bresolin, São Miguel do Oeste

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Pandemia provoca queda no número de nascimentos no Brasil em 2020
Imagem: Banco de Imagens Pixabay

As dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 tiveram impacto também na formação das famílias brasileiras. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em comparação com o ano anterior, 2020 teve bebês registrados no país.

No ano passado, segundo os dados oficiais, houve um recuo de 4,7% na quantidade de recém-nascidos em relação a 2019.

Ao todo, foram documentados 2.728.273 nascimentos nos cartórios no Brasil. Desse total, 2.678.992 são crianças que vieram ao mundo em 2020 e foram registradas até o primeiro trimestre de 2021, e 49.281, cerca de 2%, são de anos anteriores.

A redução, de acordo com o IBGE, ocorreu em todo o país. A Região Norte apresentou a maior queda, com 6,8%. O Nordeste teve 5,3% a menos; Centro-Oeste, - 4,7%; Sudeste, - 4,3%; e Sul, - 3,1%.

O Amapá registrou a maior diferença entre todos os estados, com 14,1% de diminuição de bebês em relação a 2019.

Na comparação mensal entre registros de nascimentos e a média dos últimos cincos anos, observa-se queda em todos os meses de 2020.

A análise dos dados civis mostra que a idade das mães brasileiras têm aumentado com o passar dos anos. Em 2000, mais de 54,% dos recém-nascidos tinham mães na faixa etária de 20 a 29 anos, a que mais tem filhos. Em 2020, esse grupo era responsável por menos de 49% dos partos.

Também é menor o número de meninas com menos de 20 anos que têm filhos, assim como aumentou a quantidade de mulheres com mais de 40 que entram em trabalho de parto.

Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste a maior parte das mães têm entre 20 e 29 anos, enquanto no Sul e Sudeste elas passam para a faixa dos 30 a 39.

O levantamento nos cartórios mostrou também que continuam nascendo mais homens do que mulheres no país. Mesmo com a redução de crianças em 2020, a proporção se manteve em 105 meninos para cada 100 meninas.

Fonte: Portal Peperi

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