O acordo comercial com o Mercosul foi aprovado, nesta sexta-feira, 9, pelos países da União Europeia, de forma provisória, de acordo com fontes ouvidas pelas agências France Presse e Reuters. A confirmação oficial, no entanto, deve ser enviada até às 17h no horário de Bruxelas. As informações são do g1.
A aprovação abre caminho para que o tratado seja formalizado, com apoio de setores empresariais. Entretanto, o acordo ainda enfrenta resistência principalmente na França, no que diz respeitos aos agricultores europeus.
Segundo a AFP, os votos aconteceram durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas, onde a maioria dos 27 países do bloco se mostrou favorável ao acordo. Com a decisão, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira, 12, no Paraguai.
O que prevê o acordo UE–Mercosul
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul prevê a redução de tarifas e regras para ampliar o comércio entre os dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. O texto chegou a ser firmado politicamente em 2019, mas desde então passou por revisões e só agora entrou na fase decisiva de aprovação pelos países europeus.
Com salvaguardar agrícolas também previstas no acordo, a União Europeia pode suspender tarifas reduzidas sempre que houver risco de prejuízo ao mercado europeu, especialmente em produtos considerados sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.
A Comissão Europeia poderá intervir se o preço de um produto do Mercosul for ao menos 5% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%. Para o Brasil, o tratado amplia, também, o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, com impactos no agronegócio na indústria brasileira.
Presidente da França afirmou que Paris votaria contra
O acordo, no entanto, sofre resistências de alguns países, como a França e Irlanda. Segundo diplomatas europeus, a preocupação é com possíveis impactos negativos no setor agrícola.
Na quinta-feira (8), o presidente Emmanuel Macron afirmou que Paris votaria contra o acordo.
“Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu.
Fonte: Portal Peperi
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