O paciente é catarinense e recebeu os transplantes e tratamento no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, no Vale do Itajaí. Bruno começou a ter problemas de saúde quando criança e descobriu uma doença autoimune.
Aos 18 anos, ouviu pela primeira vez que o problema era no fígado e, provavelmente, com a avançar da idade, precisaria fazer um transplante. A vida saudável e o tratamento com remédios retardaram a cirurgia, mas aos 32 anos os sintomas começaram a piorar.
"Tinha muito cansaço, inchaço, dores, retenção de líquido. Uma gripe, por exemplo, durava muito tempo", contou o paciente.
Transplantes
Em 2022, uma médica o recomendou ir para Blumenau, referência em transplantes em Santa Catarina. Após uma série de exames, entrou para a fila de espera.
Com um quadro de cirrose em fase avançada e sem causa definida, Bruno esperou por seis meses, até setembro de 2023, para receber um novo fígado. Porém, o procedimento não teve a eficácia esperada.
"Depois desse primeiro procedimento, ele teve uma complicação. Uma trombose de artéria hepática, que normalmente danifica o fígado a ponto de precisar de um novo transplante. Então ele foi submetido ao segundo procedimento", explicou a médica Maíra Godoy, chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital Santa Isabel.
Com isso, Bruno passou por outro transplante, treze dias após o primeiro. A gravidade do caso, as complicações no pós-operatório e a questão da compatibilidade são alguns dos critérios que o permitiram receber outro órgão rapidamente.
Foram dois meses internado, entre “altos e baixos”, nas palavras do próprio paciente. Mesmo após essa segunda cirurgia, Bruno ainda não estava bem de saúde e voltou a ser internado em Blumenau, em junho de 2024. Ele conseguiu liberação de apenas alguns dias para ficar em casa e comemorar o aniversário do filho e, depois, voltou à unidade.
Ele precisava urgentemente de outro fígado. O terceiro transplante ocorreu em agosto de 2024, mas houve rejeição. Oito dias depois, veio o quarto procedimento. Em novembro, com 75 dias consecutivos dentro do hospital, pôde apreciar o pastel com refrigerante.
A cronologia dos transplantes foi a seguinte:
- setembro de 2023 – primeiro transplante
- treze dias depois – segundo transplante
- dois meses de internação
- junho de 2024 - nova internação
- agosto de 2024 – terceiro transplante
- oito dias depois – quarto transplante
"Depois do quarto transplante eu comecei a melhorar, ter uma evolução boa. Eu estou cada dia mais forte. É impressionante, vida nova", celebrou Bruno.
Incomum
De acordo com a médica Maíra Godoy, as perdas de fígado acontecem por vários fatores, mas a principal delas é a rejeição crônica, principalmente em pacientes jovens e com hepatite autoimune ou outras doença autoimunes.
O caso de Bruno, porém, com quatro transplantes, é incomum. "Nós temos praticamente 1,8 mil transplantes no Hospital Santa Isabel e apenas três pacientes que receberam quatro enxertos", disse a médica.
Já o paciente elogiou a eficiência do sistema brasileiro de transplantes, que é público e foi responsável também pelos quatro procedimentos feitos pelo apresentador Faustão.
"As pessoas ficam julgando: 'Ah, porque é o Faustão conseguiram vários órgãos para ele'. Mas não é assim que funciona. Comigo, eu precisei de um órgão e três dias depois apareceu. E eu sou uma pessoa totalmente desconhecida. O suporte que me deram no hospital salvou minha vida. Se não fosse tudo o que fizeram, não estava aqui hoje", declarou.
Dados do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, apontam 1.016 pessoas na fila de espera por um transplante em Santa Catarina. O órgão que aparece em primeiro lugar na lista é o rim, aguardado por 933 pessoas, seguido do fígado (50), e da modalidade de transplante pâncreas-rim (32).
"É muito importante entender que certas situações levam a priorizações e que priorizações indicam gravidade e que isso não é furar fila e muito menos deixar alguém para trás que também precisa. Todo mundo precisa, mas as urgências precisam ser valorizadas e ainda bem que a gente tem um sistema nacional que funciona, onde tudo isso pode ser diferenciado e a gente consegue salvar muita gente dessa forma", explicou a médica.
Fonte: Portal Peperi
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