A Gerência Regional de Saúde está realizando o Levantamento de Índice Rápido (LIRAa), uma atividade anual que tem como objetivo identificar os principais focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue e chikungunya, nos municípios da região.
Segundo a bióloga da Gerência Regional de Saúde, Marciele Bogo, os 30 municípios acompanhados pela gerência estão passando por esse levantamento, que consiste em uma amostragem para identificar onde o mosquito se desenvolve e os riscos de transmissão. A Bióloga ressalta que o LIRAa foi realizado até o dia 7 de fevereiro e nos próximos dias deve ocorrer a classificação dos municípios em baixo, médio ou alto risco de transmissão.
Marciele explicou que, quando um município é classificado com médio ou alto risco, isso indica que uma grande porcentagem de imóveis apresentou focos do mosquito, o que acende um alerta para possíveis surtos de arboviroses, como a dengue e a chikungunya.
O principal objetivo da ação é realizar um diagnóstico preciso da situação, fornecendo uma "foto" do município nesse período crítico do ano, que favorece a transmissão dessas doenças.
Em relação ao clima, a bióloga destacou que o aumento da temperatura e as chuvas intensas aceleram o desenvolvimento do vetor. Ela explicou que, apesar do frio que ocorre em determinadas épocas, o mosquito se adapta ao ambiente e se mantém nos imóveis durante o inverno, aguardando a retomada do calor para reiniciar sua atividade. A chuva também contribui para o acúmulo de água em depósitos, o que favorece a proliferação do mosquito.
Marciele reforçou a importância da colaboração da população e do trabalho contínuo dos municípios no combate ao mosquito. A bióloga alertou ainda sobre a chikungunya, doença que está sendo transmitida nos estados vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul, e que representa uma preocupação para a saúde pública.
A chikungunya possui um ciclo de transmissão explosivo, com a pessoa desenvolvendo sintomas rapidamente após a picada do mosquito, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde.
A especialista ressaltou que, além da fase aguda da doença, a chikungunya pode levar a dores articulares debilitantes que duram meses, impactando a qualidade de vida dos afetados.
Embora a doença ainda não tenha sido registrada na região, ela pediu à população que elimine criadouros do mosquito em suas residências e locais de trabalho, e que receba bem os agentes de combate às endemias, que têm a função de orientar e identificar os focos de forma eficaz.
Fonte: Portal Peperi
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