Uma megaoperação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra lavagem de dinheiro do tráfico de drogas cumpriu mandados em Santa Catarina, além de outros 22 Estados do Brasil. Ao todo, são 113 municípios.
A quarta fase da operação Fim da Linha – Do Oiapoque ao Chuí cumpriu mandados nesta quarta-feira, 07. A ação da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) de Passo Fundo (RS), tem o objetivo de desarticular organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro vinculadas a facções criminosas atuantes no Rio Grande do Sul e também a nível nacional.
São 403 mandados de busca e apreensão, quatro prisões preventivas, busca e apreensão de 187 veículos, sete embarcações e nove aeronaves, em 23 Estados brasileiros. Também houve o sequestro de 42 imóveis com gravame e indisponibilidade e o bloqueio de contas bancárias. Com exceção dos imóveis, os demais bens apreendidos ou indisponíveis estão avaliados em aproximadamente R$ 43 milhões.
Não há informações sobre quais itens foram apreendidos nas cidades catarinenses. As prisões foram feitas no Mato Grosso do Sul, além da apreensão de cerca de R$ 1 milhão em espécie foi apreendido em Ponta Porã (MS). Pelo menos 12 armas e 70 veículos também foram apreendidos, além de drogas e de aproximadamente dois quilos de ouro.
Operação com apoio
A ação teve apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e dos outros 22 Estados.
Investigações
As investigações começaram em 2021 com foco em uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas, contrabando de cigarros e armas no Rio Grande do sul. Segundo o delegado Diogo Ferreira, titular da Draco/Passo Fundo, no decorrer das investigações, outras ramificações do grupo foram reveladas, com vínculo a facções criminosas atuantes no RS e de abrangência nacional.
A quarta fase da operação tem como foco a lavagem do dinheiro do tráfico, da compra e venda de armas de fogo e contrabando de cigarros, através de transferências bancárias, depósitos e até PIX.
As contas eram de laranjas. “Muitas vezes eram pessoas que movimentam vultosas quantias em dinheiro, mas que moram em locais simples, totalmente incompatíveis com as movimentações. Assim como foi constatada a existência de pessoas jurídicas que são tipicamente empresas fantasmas ou que têm suas contas utilizadas exclusivamente para atos de lavagem de dinheiro”, esclareceu o delegado.
Quatro dos principais investigados movimentaram altos valores em dinheiro: um deles, em poucos meses, movimentou mais de R$ 6 milhões; outro, mais de R$ 36 milhões. Duas empresas fantasmas movimentaram, somadas, mais de R$ 122 milhões em poucos meses.
Em nove meses, extratos bancários mostraram a movimentação de mais de R$ 293 milhões. Em toda a investigação, foram mais de R$ 2 bilhões.
Fonte: Portal Peperi
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