Além da crise humanitária, a invasão russa na Ucrânia que até o momento já causou a morte de pelo menos 352 ucranianos entre civis e militares (a Rússia não divulga seus números) causa também impactos econômicos em todo o planeta.
Os impactos vão muito além das sanções comandadas por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia contra o país de Vladimir Putin.
A coluna do ND+ conversou com Daniel da Cunda Corrêa da Silva, Economista e Professor do Curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí, a UNIVALI.
Daniel acredita que os impactos vão muito além dos discursos inflamados e da troca de ameaças entre os grandes líderes mundiais que em sua maioria posicionam-se a favor da Ucrânia, enquanto o Brasil, adota uma postura confusa.
No Conselho de Segurança da ONU (Organizações das Nações Unidas) é contrário a guerra causada pela Rússia, enquanto o presidente Jair Bolsonaro prega “neutralidade”
Apesar da “neutralidade”, o Brasil não é uma ilha, quando se vive em uma economia globalizada, os efeitos são sentidos por aqui, não tem jeito.
Por isso, pergunto ao professor sobre o impacto geral na economia brasileira.
E a resposta é ampla:
“O impacto geral na economia brasileira que deve ser a consequência da alta dos preços do petróleo no mercado global. Isto provocará uma reação em cadeia no encarecimento dos combustíveis e do gás de cozinha, que por sua vez impactam também os chamados bens de consumo não-duráveis, sobretudo os alimentos.”
De forma direta, o professor Daniel lembra que no final do ano passado, o Brasil conseguiu reabilitar 12 frigoríficos para exportar carne suína para a Rússia sendo 4 deles aqui em Santa Catarina.
São produtos que certamente vão sofrer os impactos do conflito.
Quanto a Ucrânia, o país é pouco relevante no comércio exterior brasileiro, segundo o economista.
Existe também, uma preocupação com possíveis retaliações de Europa e Estados Unidos motivados pelo postura “neutra” do governo brasileiro.
O embarque de produtos pode ser suspenso ou retardado, além de novas burocracias que podem inviabilizar o comércio e as regiões em questão.
Sobre quando o impacto no bolso do consumidor brasileiro, deve surgir diante de cenários tão nebulosos, professor Daniel analisa
“Para o caso dos combustíveis o impacto já deve aparecer nos próximos 10 dias. Entretanto, este efeito pode ser neutralizado caso o dólar continue em queda. Para os demais bens e serviços o impacto deve aparecer em cerca de um mês.”
Santa Catarina é um estado com 5 portos (2 no Litoral Norte) e com várias empresas das áreas de comércio exterior e logística, para essas categorias, os danos que o conflito pode causar são relacionados ao “encarecimento do custo logístico de entrega de mercadorias no exterior, no comércio marítimo, até o momento, o conflito em si ainda não foi capaz as rotas comerciais e a logística mundial, e muitas empresas já adequaram seus preços aos patamares atuais”
De qualquer forma, a posição estratégica da Ucrânia, na ligação do Mar Negro com o Mar Mediterrâneo, tem potencial para afetar rotas internacionais. Hoje, essa probabilidade é bastante baixa.
O economista encerra o papo com a coluna com alertas importantes e sobre a alta volatilidade do câmbio por conta da imprevisibilidade dos acontecimentos e é direto:
“Desaconselho qualquer tipo de viagem de turismo ou mesmo a trabalho para a Europa neste momento.”
Fonte: Portal Peperi
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