EUA aplicam sanções a brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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EUA aplicam sanções a brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 1º, sanções contra dois brasileiros e quatro empresas por suposto envolvimento em operações financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A medida foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do órgão responsável pelo combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao crime organizado.

Os alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também foram incluídas nas sanções as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA.

Segundo o governo americano, Victor Shimada atuaria como intermediador entre integrantes do PCC na Flórida e grupos ligados ao tráfico internacional de drogas. As autoridades afirmam que ele teria participado da lavagem de mais de US$ 30 milhões obtidos com atividades ilícitas, utilizando principalmente operações com criptomoedas para enviar recursos ao Brasil.

Ainda conforme o Departamento do Tesouro, Stella Stefanie teria auxiliado na movimentação e coleta de grandes quantias em dinheiro utilizadas no esquema investigado.

Em nota, o governo dos Estados Unidos informou que as sanções integram uma estratégia para combater redes internacionais de financiamento do crime organizado. "Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a presença crescente da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras", declarou Gene Lange, subsecretário interino para Terrorismo e Inteligência Financeira.

As restrições incluem bloqueio de bens e ativos sob jurisdição americana e proibição de negócios com pessoas e empresas dos Estados Unidos.

Até a publicação desta reportagem, os citados não haviam se manifestado sobre as acusações.

Fonte: CNN Brasil

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