A semana se iniciou cinzenta em Canelinha, no Vale do Rio Tijucas, a 67 quilômetros da capital Florianópolis. Nas praças, calçadas e lojas um assunto triste domina as conversas, o crime que tirou a vida da professora Flávia Godinho Mafra, 24 anos. Na segunda-feira, primeiro dia útil após a confissão do assassinato por outra mulher da cidade, uma jovem de 26 anos, o Diário Catarinense esteve lá e ouviu relatos de uma população angustiada.
— Ela morreu viva.
Com estas palavras, a monitora de uma das creches do município, Rosimeri Vicente, fala da causa da morte de Flávia, grávida de 36 semanas, e que teve a barriga cortada por um estilete e o filho arrancado do ventre. A criança sobreviveu.
— Eu tenho três filhos e fui avó na sexta-feira, no mesmo dia que o crime foi descoberto. Por um lado, fiquei contente em ver minha filha sendo mãe; por outro, muito triste em saber que Flávia, única filha de uma mãe, não teve a oportunidade de realizar este sonho. É muito revoltante – diz.
“São duas famílias destruídas”
Parentes da mulher que confessou o assassinato falaram à nossa reportagem. Por questões de segurança, o DC decidiu manter os nomes deles no anonimato. Um deles diz que perdeu o apetite, o sono, e está com medo desde a descoberta do crime. Não teve coragem de ir ao velório e ao enterro, na manhã de sábado, no Cemitério Municipal:
— Eu queria ter ido, mas veio o medo de alguém apontar o dedo e dizer: aí está um parente da assassina. Eu tenho que trabalhar nesta quarta-feira, mas me pergunto como vai ser, como as pessoas vão olhar, o que vão pensar?
Outro contou que, na segunda, 31, de manhã, foi visitar os parentes que, depois de duas noites fora, retornaram para a propriedade. Na noite de domingo, 30, a casa foi arrombada e uma televisão e carne do freezer, furtadas. O apartamento da homicida confessa e do marido presos, no Centro da cidade, também foi arrombado e objetos quebrados.
Este mesmo parente afirma que o crime foi um choque:
— Ela tem que pagar pelo que fez. A gente pede a Deus força para a outra família, que é conhecida, amiga da gente, a quem queremos bem.
João Erotides Grimm é vizinho ao local do crime e também lamenta pelas duas famílias:
— É muito triste para os pais das duas, da vítima e da assassina. Temos duas famílias destruídas em Canelinha.
Grimm conta que desde a descoberta do crime sente-se angustiado. Para ele, todos os moradores estão abalados.
— A morte da menina foi uma tragédia nunca vista na cidade, no Vale do Rio Tijucas, no Estado. Da mesma forma, o pai e a mãe da assassina vão ficar com esta cicatriz para o resto da vida.
Fonte: Portal Peperi
Vereadora cobra explicações sobre possível terceirização da UPA; Prefeitura afirma que não há discussão oficial
Saúde de Belmonte recebe novo veículo para transporte de pacientes
Helicóptero da Polícia Civil flagra pesca ilegal e homem é preso no rio Uruguai
Rede Feminina encerra campanha Outubro Rosa com a Jornada Sobre o Viver em São Miguel do Oeste
Novembro terá três feriados nacionais e dois possíveis feriadões
SC confirma terceiro foco da doença de Newcastle no Oeste do estado
Carlos Bolsonaro pede desculpas ao pai após derrota de Flávio nas eleições
Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Itapiranga
Jovem fica ferido em colisão entre carro e moto em Itapiranga
Cemitério de São Miguel do Oeste terá horário ampliado até as 20h para o Dia de Finados
Santa Catarina inicia voos regionais na próxima semana com passagens a partir de R$ 315
Bombeiros resgatam dois homens após barco virar em rio de Pinhalzinho