O Plano Safra 2023/2024 deve ser anunciado até o final do mês pelo governo federal. Neste momento, os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente estão recebendo as sugestões de federações e entidades para a elaboração do documento. A ideia do governo é que o Plano Safra tenha condicionantes positivas para que os produtores que aderirem às práticas sustentáveis possam ter melhores condições de financiamento. O Plano deve contemplar as necessidades do agronegócio e da agricultura familiar
Durante a semana, o programa Boa Tarde Peperi ouviu as três entidades de Santa Catarina ligadas a agricultura. Fetraf Sul, Fetaesc e Faesc tem visões diferentes sobre as prioridades do plano safra, mas com alguns pontos em comum. As três federações defendem mais recursos para custeio e financiamento e menos juros para quem produz.
Fetaesc
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de SC, Valter Dresch citou que o governo precisa ampliar o valor destinado a agricultura familiar e que os juros também devem ser menores. Além disso, a Fetaesc entende que o plano safra deve incluir outras ações, como recursos para a habitação rural no campo.
A Fetaesc também defende a ampliação dos limites no Pronaf, o programa nacional da agricultura familiar. Atualmente, o principal critério para acessar as políticas do Pronaf é ter obtido renda bruta anual familiar de até 500 mil reais nos últimos 12 meses de produção normal que antecedem a solicitação da DAP – Declaração de Aptidão do Produtor.
Confira a entrevista com Valter Dresch da Fetaesc
Faesc
O limite de renda para enquadramento no Pronaf também é um dos pedidos da Federação da Agricultura de SC. O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Adair Teixeira defende que limite de renda para acessar o programa passe dos atuais 500 mil por ano para 750 ou 800 mil reais. Outro pedido do sindicato dos produtores é para que o seguro agrícola contemple, além dos custos de produção, um percentual para garantir um mínimo de lucro para as famílias. Teixeira comentou ainda que o plano safra deveria conter recursos para a construção de novos armazéns e juros menores para os agricultores. Ele disse que isso é necessário porque os agricultores “carregam o Brasil nas costas”.
Confira a entrevista com Adair Teixeira, do Sindicato Rural
Fetraf Sul
O coordenador da Fetraf Sul SC, Jandir Selzler disse que há um volume de projetos represados nas agências bancárias porque faltou dinheiro nos últimos planos safras. O plano 2022-2023 destinou 53 bilhões para a agricultura familiar e o pedido da Fetraf é que o montante direcionado para os pequenos agricultores passe para 75 bilhões na próxima safra. A Fetraf Sul também está pedindo a redução dos juros do plano safra para a agricultura familiar e juro zero para a produção de alimentos da cesta básica. A Federaçao também está pedindo que o governo federal amplie de 30 para 50 por cento a compra de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, com um incentivo adicional para produtos orgânicos.
Fonte: Portal Peperi
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