Em discurso a apoiadores após o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), exaltou programas sociais implantados durante o governo — como o Auxílio Brasil —, comentou a diminuição no preço da gasolina e afirmou que "joga dentro das quatro linhas" da Constituição, em referência às eleições de outubro.
"O povo está do lado do bem e sabe o que quer", comentou. "Aqui em Brasília, temos a origem de todas as leis e estou muito feliz em ter ajudado a chegar até vocês a verdade e mostrado que o conhecimento também liberta. Hoje, todos sabem o que é o poder Executivo, a Câmara dos Deputados, o Senado e o Supremo Tribunal Federal", disse.
Sob gritos de "imbrochável" e ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do candidato a vice, general Braga Netto, e de empresários aliados, Bolsonaro também mencionou o episódio em que sofreu o atentado em Juiz de Fora (MG), quando foi atacado com faca. Ele agradeceu "a Deus pela vida e por uma segunda chance".
Sem citar Lula, Bolsonaro disse que o Brasil trava uma "luta do bem contra o mal". "O mal impregnou por 14 anos o nosso país e agora deseja voltar à cena do crime. Não voltarão." Em seguida, destacou os principais temas de sua campanha. "Somoscontra a ideologia de gênero, o aborto e a liberação das drogas", falou.
O presidente encerrou o discurso dizendo que nunca havia visto tanta gente na Esplanada vestida com as cores da bandeira do Brasil e criticou os institutos de pesquisa. "A voz do povo é a voz de Deus. Aqui temos o nosso 'datapovo', aqui temos a verdade, aqui vemos a vontade de um povo honesto, livre e trabalhador."
"Muito obrigado e até a vitória", finalizou. O presidente embarca ainda nesta quarta (7) para o Rio de Janeiro, onde também participa de comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.
Bicentenário da independência
Além dos tradicionais desfiles, o ato na Esplanada também foi marcado por manifestações. O evento do 7 de Setembro na capital federal foi retomado após dois anos suspenso por causa da pandemia de Covid-19.
O Governo Federal estimou que cerca de 280 mil pessoas participariam dos atos. Desde o início da semana, grupos que pretendiam assistir ao desfile e ir às ruas em manifestações começaram a movimentar Brasília. Até esta terça (6), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal havia cadastrado dez movimentos para os atos, que na grande maioria eram de apoio ao governo Bolsonaro.
Fonte: Portal Peperi
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