O Conselho Regional de Educação Física emitiu uma nota onde solicita a reconsideração do Decreto Estadual nº 554, de 11 de abril de 2020, para permitir a flexibilização e a autorização do funcionamento das academias, centros de treinamentos e, demais serviços de educação física a partir do dia 13 de abril, seguindo as medidas preventivas.
Na nota, o conselho destaca ainda que a viabilização da continuidade dos serviços de educação física, além de assegurar os benefícios à saúde, assevera o trabalho aos profissionais de educação física autônomos, e ameniza a possibilidade de extinção, devido à inviabilidade econômica, de diversas empresas que tem como atividade econômica os serviços de condicionamento físico.
Em entrevista nesta segunda-feira, a reportagem da Rádio Oeste ouviu os proprietários das academias do município para saber deles a opinião quanto às restrições estabelecidas a estes estabelecimentos até dia 31 de maio. No momento é permitido o atendimento somente de um aluno por vez.
O proprietário da academia Geração, Alexandre Marasca, considera que o novo decreto do governador desmerece a categoria, considerando os benefícios que a atividade física traz para a saúde e a qualidade de vida das pessoas, e por isso deveria ser considerada atividade essencial.
Ele entende que as restrições são medidas para evitar a aglomeração de pessoas, mas afirma que isso não está ocorrendo nos demais estabelecimentos já funcionando e nas ruas.
Marasca avalia que seria possível atender no mínimo cinco a dez alunos por vez, com o uso de máscaras, luvas, álcool e a higienização dos equipamentos.
Para o proprietário da academia Power Fitness, Adriano Furtado, a restrição para estes estabelecimentos foi uma atitude equivocada por parte do governo, principalmente por ser um momento em que se preza tanto pela saúde da população. Ele defende que o governador reveja esta decisão, pois academias também prestam um serviço essencial. Furtado lembra que mantendo as atividades restritas até final de maio, haverá prejuízos irreversíveis para o setor.
Para a sócia proprietária da academia Espaço Vital, Adriane Lorenzato, a restrição da atividade por parte das academias é revoltante, porque afeta justamente os profissionais que trabalham na promoção da saúde. Ela avalia que a retomada do trabalho nas academias seja possível, adotando as medidas preventivas, considerando que os espaços não têm super lotação, como acontece em centros maiores.
O sócio proprietário da Prime academia Kelvi Ruschel, ressalta que desde o início do decreto até final de maio serão 73 dias com os espaços fechados, obedecendo às restrições do decreto. Ele também concorda que a atividade deveria se enquadrar naquelas consideradas essenciais, e lembra que profissionais de educação física e saúde realizaram recentemente um curso do Ministério da Saúde para auxiliar no combate ao vírus, e agora não podem trabalhar.
Fonte: Portal Peperi
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