Defesa Civil debate impactos da estiagem em São José do Cedro

Por Maruhan França, São José do Cedro

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Defesa Civil debate impactos da estiagem em São José do Cedro
Ivan Guilherme/Portal Peperi

A Defesa Civil realizou uma reunião com a comissão municipal nesta segunda-feira, 27, no Centro dos Idosos, com objetivo de debater os reflexos da falta de chuva na cidade e principalmente nas comunidades rurais.

A coordenadora da Defesa Civil em São José do Cedro Olívia Lunkes, ressaltou que a intenção foi avaliar a situação atual quanto à falta de água para o consumo humano, de animais, perdas na agricultura e os reflexos em outros setores como o comércio. Ela destacou que para decretação de emergência é necessário um levantamento das perdas em cada cultura, com dados e fotos e por isso é necessário empenho de toda sociedade. Para ter a homologação do decreto, a coordenadora comentou que é necessário registrar no mínimo 10% de perda no município. Mas os relatórios da Epagri, do Semae e do Setor Social com dados até o dia 23 de dezembro já indicavam grandes perdas em culturas como o milho que chegava a 40% da plantação. Mas, a previsão é que os danos já sejam ainda maiores. Há também impactos na soja, trigo, feijão e na produção de leite.

A comissão destacou que o maior problema enfrentado neste final de dezembro é a falta de água para o consumo humano e de animais. Conforme levantamento apresentado pelo Semae, é grande o número de propriedades abastecidas com água tratada, para o consumo das famílias. O setor de Obras também elencou várias solicitações recebidas. Os bombeiros, do mesmo modo, também atendem as comunidades rurais fazendo um abastecimento coletivo. Durante a reunião os bombeiros também citaram o problema das queimadas em vegetação.

Uma sugestão foi de campanhas de conscientização para evitar e reduzir os impactos da seca com implantação de reservatórios, cisternas, caixas d'água e incentivar às pessoas a economizarem neste período, pois as previsões também não indicam grandes precipitações. A comissão decidiu, por unanimidade, pelo decreto de situação de emergência visando garantir auxílio para comunidade. O decreto tem vigência de 180 dias e depende da homologação do órgão estadual e do reconhecimento em nível federal.

O encontro teve representantes dos setores da administração como o Semae, secretaria de Obras, Agricultura, Saúde, Educação, planejamento, dos sindicatos dos agricultores, Epagri, Lions e Leo Clube, PM, bombeiros, instituições bancárias, dentre outros.

Fonte: Portal Peperi

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