A alta no Estado foi de 21%, com 5.249 novos casos, em comparação com os números divulgados em 2023, quando foram 4.267 casos. A taxa ficou em 128 casos a cada grupo de 100 mil mulheres, uma média de 14 vítimas do sexo feminino perseguidas por dia no Estado.
Como identificar uma perseguição
Especialista em crimes digitais, a advogada Gisele Truzzi, em entrevista ao g1, explica que a principal característica desse crime é a repetição:
— A perseguição reiterada é o primeiro sinal de alerta.
Segundo Truzzi, o stalking consiste em uma série de comportamentos que, acontecendo de forma repetitiva, tolhem qualquer forma de liberdade da vítima — de não se sentir confortável em publicar conteúdo nas redes sociais até ter medo de andar na rua.
As formas em que o assédio pode ocorrer são variadas:
- Muitas mensagens de uma mesma pessoa em diversas oportunidades, mesmo sinalizando que não quer ter aquele contato;
- Muitas ligações seguidas;
- Comentários, principalmente com teor negativo, em publicações feitas em redes sociais;
- Stalker pode criar perfis falsos em redes sociais para acompanhar o que você posta caso seja bloqueado;
- Familiares e/ou amigos começam a ser seguidos pelo stalker ou pelos mesmos perfis falsos;
- Vítima percebe que alguém está sempre nos mesmos locais e horários que você;
Vítima recebe comentários que mostram que aquela pessoa te viu ou sabe sobre a sua rotina, como dizer exatamente a roupa que você estava usando ou uma foto de algo seu ou de um lugar em que você esteve.
Existem outras situações semelhantes que podem indicar o ato de perseguição e/ou assédio. O principal ponto é que elas sempre vão ocorrer repetidamente, em vários dias, em um mesmo horário ou em diferentes momentos.
A advogada destaca que o stalking geralmente está associado a outros crimes, como ameaça, extorsão ou violência psicológica — todas situações que amedrontam a vítima e podem cercear sua liberdade.
Saiba como denunciar
- Através do telefone 180, com atendimento nacional 24 horas por dia;
- Aplicativo Direitos Humanos Brasil da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC);
- Em caso de urgência, os números 181, da Polícia Civil, e 190, da Polícia Militar, também atendem ocorrências de violência contra a mulher 24 horas por dia;
- Delegacia Virtual da Polícia Civil de Santa Catarina, neste link;
- Em farmácias, fazer um X na mão e mostrar aos atendentes.
Fonte: Portal Peperi
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