A maioria dos afogamentos no mar em Santa Catarina estão associados às correntes de retorno na água, segundo o Corpo de Bombeiros Militar. Do dia 15 de dezembro até o dia 18 de janeiro, foram 1.289 arrastamentos por corrente de retorno, conforme dados divulgados da Operação Estação Verão. Nesta temporada, houve uma redução de mais de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram 2.190 arrastamentos.
O Corpo de Bombeiros atribui essa redução ao reforço da prevenção, da sinalização e da orientação direta ao público. Os bombeiros alertam que uma corrente de retorno pode arrastar uma pessoa para longe da praia em poucos segundos, isso porque as correntes surgem quando a água bate na areia e “encontra” um caminho para voltar ao mar de forma concentrada.
Dessa forma, a corrente é como um “corredor” que puxa a pessoa para fora da área rasa em poucos segundos. Por isso, os bombeiros afirmam que o perigo não é de a pessoa afundar, mas acabar se cansando ao tentar nada contra a força da corrente.
Os dados da semana da Operação Estação Verão também mostram que foram 307 salvamentos e resgates do dia 13 de janeiro até 19 de janeiro de 2026, com 301 arrastamentos pela corrente de retorno em que houve resgate. Dois homens morreram em praias de Santa Catarina durante o período, com os dois afogamentos acontecendo em áreas sem proteção por guarda-vidas.
Em comparação com a semana anterior, os acidentes com água vivas aumentaram de 1.047 para 2.036 acidentes, enquanto os salvamentos também aumentaram de 232 para 307.
Como identificar correntes de retorno
Em praias com cobertura de guarda-vidas, os locais que possuem corrente de retorno são marcados com bandeiras vermelhas, indicativas de onde o banhista pode ou não entrar na água. Por isso, a colaboração do banhista é essencial para que arrastamentos por correntes de retorno não aconteçam, assim como explica a major Natália Cauduro da Silva, subcomandante do Batalhão de Florianópolis, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
— A quantidade de água que chega à praia é proporcional à que precisa retornar ao mar, portanto, quanto mais água vem das ondas e quanto maiores elas são, maior fica a corrente. É preciso que o banhista fique atento e, se perceber que está sendo puxado, acene por ajuda ao guarda-vidas e nade paralelamente à praia ou flutue até a ajuda chegar. Não gaste energia nadando contra a corrente, já que ela é mais forte que você — disse.
Públicos mais vulneráveis
Os bombeiros também chamaram a atenção para a necessidade de manter os olhos sempre atentos nas crianças. Os casos de arrastamentos por correntes de retorno acontecem, em sua maioria, com jovens na casa dos 20 anos, mas as correntes conseguem arrastar crianças com muito mais facilidade, mesmo sendo correntes menores.
A recomendação, por isso, é que a criança esteja sempre no raso no mar, próxima ao adulto responsável, com um braço de distância. Também são oferecidas de forma gratuita pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas.
Fonte: Portal Peperi
Grêmio perde para o Flamengo e volta à zona de rebaixamento do Brasileirão
Propriedade rural é atingida por temporais duas vezes em três dias em Iporã do Oeste
Homem morre e outros dois ficam feridos em colisão frontal na BR-163
Iporã do Oeste decreta situação de emergência após temporais
Homem matou agente de saúde por insatisfação com visitas domiciliares, aponta Polícia Civil
Quase 39 mil unidades consumidoras seguem sem energia na região após temporal
Defesa Civil confirma dois tornados no Oeste; 58 municípios registram estragos
Empresária de SMO relata momentos de desespero dentro de avião durante tornado em Chapecó
Justiça determina transferência de líderes de facção para presídio de segurança máxima após investigação da Polícia Civil de Itapiranga
Bombeiros atendem mais de 400 famílias após temporal em Chapecó
Temporais causam prejuízos superiores a R$ 1 milhão em Santa Helena
Corpo de Bombeiros orienta que moradores não subam em telhados para reparos