A fria manhã de domingo com cerração no Beira-Rio terminou com o torcedor do Inter esfregando as mãos e comemorando a segunda vitória no Campeonato Brasileiro depois da parada para o Mundial. No 1 a 0 diante do Ceará, gol de Alan Patrick, o time de Roger Machado não teve uma grande atuação, mas o suficiente para somar importantes três pontos. Na quarta-feira, na Vila Belmiro, o Santos de Neymar é o adversário.
A morosidade da partida contra o Vitória na semana passada deu lugar a uma agressividade do Inter, principalmente nos momentos iniciais do jogo. Com 28 segundos Alan Patrick deixou o primeiro companheiro na cara do gol. Wesley, porém, parou nas mãos de Bruno Ferreira. Depois Aguirre recebeu nova assistência do camisa 10 e disparou um chutaço no travessão. Na sequência, no terceiro passe do capitão, Borré teve tudo para marcar, mas de novo o goleiro defendeu.
O ímpeto colorado também permitiu espaços na defesa. Entre uma situação de gol e outra, o Ceará também teve as dele. Lucas Lima chutou rente à trave de Rochet e Galeano chegou a acertar o poste. Até que, aos 23 minutos, Alan Patrick foi servido e aproveitou a chance. Borré fez a jogada pela direita após bola recuperada por Bruno Henrique e cruzou para trás. Livre de marcação, o meia bateu de primeira abrindo o marcador, 1 a 0.
A partir daí o jogo se assentou, caiu de ritmo e a vantagem passou a ser administrada com um pouco mais de tranquilidade até o intervalo sob aplausos da torcida. "Temos que manter a intensidade dentro de casa e nos impormos. Temos que seguir produzindo, tomando cuidados com os contra-ataques e vencer o jogo", avaliou o personagem do primeiro tempo.
Após a queda do ritmo foi a qualidade da partida a cair na segunda etapa. O Inter atacou muito pouco, mas controlou praticamente todas as ações cozinhando o adversário que aos poucos foi se encorajando. Aos 28, o primeiro perigo se deu por uma desatenção no miolo de zaga. Para a sorte colorada, Aylon e Pedro Raul titubearam em concluir aquela que foi a melhor chance do empate.
Para dar gás ao time, Roger mexeu em três parcelas. Primeiro colocou Luís Otávio e Bruno Tabata, depois Valencia e Gustavo Prado e por fim Diego Rosa para frear as pretensões cearenses. Os murmúrios das arquibancadas eram mais por ver o placar apertado do que propriamente uma pressão maior do Ceará. Aos 39 sim, o grande susto. Pedro Raul subiu mais do que os zagueiros e cabeçeou no travessão de Rochet.
Fonte: Portal Peperi
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