Santa Catarina vai investir R$ 40 milhões para modernizar e ampliar as barreiras de fiscalização sanitária nas divisas com o Rio Grande do Sul, Paraná e também na fronteira com a Argentina. A informação foi confirmada pela presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celes de Matos, em entrevista ao programa Peperi Entrevista.
Segundo ela, o objetivo é reforçar o controle e a proteção do status sanitário do estado, considerado um dos mais avançados do país. "Esse status é um patrimônio que precisa ser preservado", afirmou Celes.
Os recursos serão aplicados na modernização de 56 barreiras fixas, com informatização, aquisição de novos veículos e instalação de internet via satélite, o que permitirá mais mobilidade às equipes de fiscalização. A previsão é que essas barreiras passem a operar de forma itinerante a partir de 2026.
A Cidasc conta atualmente com 1.100 profissionais distribuídos em 19 escritórios regionais e com atuação em todos os municípios catarinenses.
Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente por manter o rebanho livre de doenças como febre aftosa e peste suína, fruto de mais de 40 anos de ações contínuas, como vacinação em massa e campanhas de conscientização entre produtores. Em 2024, o estado alcançou a marca de 3.500 propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose bovina.
Celes destacou ainda que Santa Catarina é o único estado do Brasil com "classificação A" para brucelose, concedida pelo Ministério da Agricultura. Também ostenta a mesma classificação para tuberculose, ao lado de apenas outros quatro estados do país.
Fonte: Portal Peperi
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