A Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira, 12, um projeto que autoriza a Prefeitura a repassar recursos para a Apae e a Apas de São Miguel do Oeste. A proposta estabelece um novo modelo de financiamento, baseado no número de alunos e usuários atendidos por mês.
O texto aprovado é o substitutivo ao Projeto de Lei nº 144/2025, de autoria do Poder Executivo, e tramitou em regime de urgência. Agora, a matéria segue para sanção do prefeito Edenilson Zanardi.
Pelo projeto, o município poderá firmar parcerias com as entidades por meio de Termo de Fomento ou Termo de Colaboração, com recursos do Orçamento Municipal a partir de 2026. A formalização poderá ocorrer sem chamamento público, conforme prevê a Lei Federal nº 13.019/2014.
As entidades beneficiadas são a Apae de São Miguel do Oeste, que atende pessoas com deficiência intelectual, múltipla e Transtorno do Espectro Autista (TEA), e a Apas, que atua na inclusão de estudantes surdos ou com deficiência auditiva e implante coclear.
O principal ponto da proposta é a criação de um sistema de repasse per capita, ou seja, baseado no número de atendimentos. O valor definido é de R$ 200 por mês para cada aluno ou usuário atendido pela Apae e R$ 400 por mês para cada aluno atendido pela Apas, desde que o beneficiário seja morador do município.
Segundo o projeto, o valor maior destinado à Apas busca compensar a menor capacidade da entidade de captar recursos externos e os custos específicos do atendimento especializado.
Os pagamentos dependerão da comprovação mensal dos atendimentos, com apresentação de relatórios e lista nominal dos usuários. A documentação será analisada por uma Comissão de Monitoramento e Avaliação.
O texto também prevê que os valores poderão ser reajustados anualmente por decreto do Executivo, com base na inflação medida pelo IPCA, desde que haja disponibilidade orçamentária.
A lei estabelece regras detalhadas para a prestação de contas. Entre os documentos exigidos estão plano de aplicação dos recursos, balancete financeiro, extratos bancários, notas fiscais e relatórios contábeis assinados por profissional habilitado.
As entidades terão 60 dias para comprovar a aplicação de cada parcela recebida. Caso haja irregularidades ou ausência de prestação de contas, novos repasses poderão ser suspensos até a regularização.
Na justificativa enviada à Câmara, o prefeito Edenilson Zanardi afirmou que o novo modelo busca tornar o repasse mais justo e transparente, garantindo que o município financie exatamente o serviço que está sendo prestado.
Câmara aprova repasse por aluno para Apae e Apas e projeto segue para sanção do prefeito
Manutenção da prisão de Daniel Vorcaro e novo advogado aumentam pressão por delação
Mais de 190 pontos em praias estão próprios para banho em SC
Celesc vai cortar cabos de operadoras clandestinas em postes de SC
Médicos de Bolsonaro revelam risco de “evento potencialmente mortal” com broncopneumonia
Postos de combustíveis de Itapiranga registram falta de óleo diesel comum
ACEPRO promove brechó solidário neste sábado em São José do Cedro
CASAN orienta moradores sobre limpeza de fossas em Descanso
Vereadores pedem reforço na iluminação do trevo da BR-282 com a SC-163