As primeiras áreas de escape da história de Santa Catarina estão prestes a se tornar realidade. As estruturas, que estão sendo construídas na SC-418, na Serra Dona Francisca, entre Joinville e Campo Alegre, devem ser inauguradas no mês de junho. O conjunto de obras já atingiu cerca de 80% de conclusão e é considerado estratégico para aumentar a segurança viária em um dos trechos mais críticos do Norte do Estado.
De acordo com o coordenador regional da Secretaria de Infraestrutura, André Torrens, apesar da área localizada no km 17 estar mais avançada, a previsão é de que as duas estruturas — incluindo a do km 15 — sejam entregues simultaneamente. A data oficial de inauguração ainda não foi definida.
Inicialmente, o projeto de revitalização da rodovia previa a implantação de quatro áreas de escape ao longo da serra. No entanto, duas delas foram antecipadas em caráter emergencial após um grave acidente que comprometeu o abastecimento de água em Joinville. Na ocasião, um caminhão carregado com ácido sulfônico tombou na altura do km 15, contaminando o Rio Cubatão e deixando cerca de 75% da população sem água por aproximadamente 20 horas.
Com investimento de cerca de R$ 43,5 milhões, as obras integram o programa estadual “Estrada Boa”, que tem como objetivo reduzir acidentes em trechos de serra. As áreas de escape utilizam uma tecnologia com caixas de argila expandida, capazes de absorver o impacto e desacelerar veículos, especialmente caminhões, em situações de emergência.
Inspiradas em estruturas semelhantes existentes na BR-376, em Guaratuba (PR), as rampas na Serra Dona Francisca terão dimensões significativas. A área de escape no km 15 contará com uma rampa de 165 metros, instalada em um ponto mais íngreme, junto à montanha. Já a estrutura do km 17 terá 250 metros de extensão e ficará posicionada ao lado da pista.
Como parte dos trabalhos finais, está prevista para a próxima segunda-feira (4) a última detonação de rochas no trecho do km 15. Além disso, pontos específicos da rodovia passam por nova pavimentação.
Segundo Torrens, apesar de se tratar de um trecho relativamente curto, de cerca de dois quilômetros, a obra é considerada complexa devido às características da serra, que exigem cortes em rocha e técnicas de contenção, como o grampeamento do solo, para evitar deslizamentos, especialmente em períodos de chuva.
Fonte: Fonte: NSC
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