Alesc aprova mudanças nas emendas parlamentares após decisão do STF

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Alesc aprova mudanças nas emendas parlamentares após decisão do STF
Foto: Daniel Conzi, Agência Alesc

O Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou nesta quarta-feira, 20, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um Projeto de Lei Complementar (PLC) que mudam as regras para pagamento das emendas parlamentares impositivas no estado.

As medidas foram encaminhadas pelo governo do Estado à Alesc na terça-feira (19) e receberam aval dos deputados em votação acelerada. A PEC nº 2/2026 será promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia, enquanto o PLC nº 14/2026 segue para sanção do governador.

As mudanças atendem a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Flávio Dino, que determinou que os estados adotem regras semelhantes às normas federais sobre emendas impositivas.

Segundo o governo estadual, sem a atualização da Constituição catarinense, Santa Catarina poderia sofrer bloqueio total no repasse das emendas parlamentares a partir de janeiro de 2026.

“Sem a presente emenda, o Estado enfrentará um impedimento jurídico insuperável”, informou o Executivo na justificativa enviada à Alesc.

O que muda

Entre as novas regras aprovadas estão:

- exigência de plano de trabalho aprovado pelo Executivo;

- abertura de conta específica para cada emenda parlamentar;

- fiscalização mais rígida da aplicação dos recursos;

- obrigação de prestação de contas pelos municípios beneficiados.

Os relatores da proposta, deputados Pepê Collaço (PP) e Marcos Vieira (PSDB), afirmaram que as medidas fortalecem a transparência e o controle sobre o dinheiro público.

Além disso, o PLC aprovado estabelece novas regras para encaminhamento das emendas pelos deputados estaduais.

Caixa eletrônico

Os parlamentares também aprovaram o Projeto de Lei 674/2025, do deputado Matheus Cadorin (Novo), que retira a obrigação de bancos manterem telefones fixos próximos aos caixas eletrônicos para reclamações de consumidores.

Segundo o autor, a medida ficou ultrapassada diante do uso massivo de celulares e aplicativos bancários.

O texto também segue para análise do governador.

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