Senadores da oposição atribuíram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o papel central na articulação que levou à rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Logo após a derrota histórica, Alcolumbre passou a ser chamado por oposicionistas de “craque do jogo”.
Nos bastidores, parlamentares dizem que o grupo contrário à indicação contava inicialmente com cerca de 30 votos, mas que a atuação de Alcolumbre ao longo do dia foi determinante para ampliar esse número e consolidar a derrota do governo, com 42 votos contrários a Messias.
De acordo com integrantes da oposição, o presidente do Senado atuou diretamente para mapear resistências, estimular indecisos e organizar o placar contrário.
A interlocutores, senadores afirmam que Alcolumbre teve papel ativo especialmente nas horas que antecederam a votação em plenário, quando ainda havia expectativa de vitória do governo.
Como mostrou a CNN, o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, sugeriu diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiar a votação da indicação de Messias ao STF. O alerta, segundo relatos feitos à CNN, foi feito na terça-feira (28), um dia antes da votação.
O argumento apresentado por Camilo, um dos coordenadores da pré-campanha de reeleição de Lula, era de que não havia margem de segurança para garantir a aprovação no Senado.
Lula ignorou a sugestão e manteve a indicação, mesmo diante do cenário adverso apontado pelo ex-ministro.
Nos dias que antecederam a votação, governistas chegaram a falar em até 50 votos favoráveis à indicação. Na segunda-feira, o relator do caso, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse à CNN que trabalhava com um piso de 44 votos.
Nesta quarta-feira, porém, o clima na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se deteriorou ao longo do dia. Ao final, aliados de Messias já projetavam uma aprovação no limite mínimo, de 41 votos.
O resultado no plenário, no entanto, foi bem diferente do esperado: Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. A rejeição de um indicado ao STF não ocorria havia 132 anos.
Como mostrou a CNN, Alcolumbre disse a pelo menos três colegas, nos últimos dias, que não colocará em votação eventual nova indicação ao STF antes das eleições presidenciais de outubro.
De acordo com parlamentares, o presidente do Senado tem afirmado que não faz sentido apreciar um nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de seis meses das eleições.
Fonte: CNN Brasil
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