A boa notícia é de um mercado mais promissor para os produtores. Crescimento das exportações e dólar em alta proporcionam elevado rendimento para as indústrias. Os suinocultores que não estavam no contexto de rentabilidade agora vivem expectativa de lucro e maior estabilidade nos preços.
Conforme o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio De Lorenzi, vários fatores contribuem para um cenário positivo. Ele cita o maior consumo interno na reta final de 2024 e o equilíbrio entre quantidade de produção e comercialização. O presidente da ACCS, afirma que não existe suíno sobrando para o abate, e isso mantém o fluxo natural do ciclo produtivo.
Com o mercado bastante aquecido, fica apenas o fator de início de ano, que sempre é de expectativa. Losivanio De Lorenzi salienta que o dólar acima de R$ 6 e com maior demanda do mercado internacional, gera uma remuneração também para os suinocultores. Segundo o presidente da ACCS, a suinocultura sempre esteve em alta para as indústrias, porém os produtores não eram recompensados da forma mais justa.
Outro fator positivo é a situação de Santa Catarina, que tem o diferencial sanitário, sendo o único estado brasileiro com exportação para Japão, Estados Unidos e México. Isso gera maior valor agregado. Segundo Losivanio De Lorenzi, Santa Catarina conseguiu diversificar o mercado internacional aumentando vendas para Coreia do Sul, Porto Rico e Canadá.
O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio De Lorenzi, afirma que a atual estabilidade no cenário da suinocultura gera boa expectativa para o setor neste ano. Com aumento das exportações e com a cotação do dólar elevada, o mercado internacional se torna bastante atrativo.
De Lorenzi considera que o Brasil está em uma situação privilegiada neste contexto. Ele chama atenção que a redução da importação por parte da China e Chile, não afetou o mercado internacional para a carne suína brasileira. A sanidade, com foco no bem-estar animal é outro item apontado como positivo para a suinocultura de Santa Catarina.
O presidente da ACCS, foi eleito como presidente do BRIPAEM, uma associação público-privada que reúne líderes municipais, empresários e autoridades de países como Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Equador e Bolívia. Com sede em Encarnación, no Paraguai. O bloco promove a integração regional, facilitando negócios, trocas tecnológicas e cooperação entre os setores público e privado. Segundo Losivanio De Lorenzi, esta associação contribui para ações coletivas em defesa do interesse da suinocultura.
Fonte: Portal Peperi
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