O Programa Coopera Agro SC está deixando fora um grupo significativo de produtores rurais. De acordo o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz De Lorenzi, o governo estadual não pode ignorar os produtores independentes. O programa prevê até R$ 1 bilhão em financiamentos para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias.
De Lorenzi reconhece que isso é alento para os produtores médios, integrados e cooperados, porém questiona a falta de auxílio para a suinocultura independente. O programa reúne uma parceria público privada, com R$ 200 milhões em juros subsidiados pelo Governo do Estado sem incluir os suinocultores que atuam de forma independente.
Para o Presidente da Associação Catarinenses dos Criadores de Suínos, é preciso ampliar este programa. Ele informa que terá reunião com o Secretário Estadual da Agricultura, Carlos Chiodini, e já conversou com o Presidente da Comissão da Agricultura da ALESC, deputado Altair Silva.
Segundo Losivanio De Lorenzi o governo está excluindo um setor importante e desta forma não valoriza o médico produtor independente.
“Será que o governo do Estado não valoriza o médio produtor independente, seja na área que for? Então nós precisamos que essa questão seja bem esclarecida e que passe esse benefício para todos os produtores catarinenses” afirma.
Ele defende investimento na sua totalidade para fortalecer a suinocultura catarinense e por isso os recursos devem estar disponíveis para todos.
PREÇO DO SUINO
A ACCS demonstra preocupação com a queda drástica no preço do suíno. Segundo Losivanio De Lorenzi, a partir de fevereiro o preço ao produtor integrado ou cooperado caiu de R$ 6,80 para preço base de R$ 6,30. Já o produtor independente passou de R$ 8 para R$ 5,95, valor abaixo do custo de produção.
“A guerra causa impacto e as empresas reduzem os preços e quem fica no prejuízo é o produtor, que não tem como reduzir os custos com salários de funcionários e insumos” comenta.
O Presidente da ACCS menciona que está ocorrendo oportunismo neste momento de crise mundial. A guerra causa dificuldades, porém é preciso ter contribuição das indústrias e cooperativas para que todos consigam se manter na atividade.
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