27.08.2025 às 08:24h - Geral
Menos de 9% das quase 45 mil propriedades rurais atendidas pela Celesc no Extremo Oeste contam hoje com rede trifásica de energia elétrica. O número está abaixo da média estadual, que é de 12,5%. A maioria dos agricultores da região ainda depende de redes monofásicas (43%) ou bifásicas (47%).
Segundo o presidente da Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de SC), Valter Dresch, a falta de energia trifásica limita a produção, atrasa investimentos e contribui para a saída de jovens do campo.
“A gente já cobrou diversas vezes do governo, mas os avanços ainda são muito lentos. Sem trifásica, o produtor não consegue usar motores e outros equipamentos que exigem mais potência”, disse Dresch durante entrevista à rádio Peperi.
Ele reconheceu que houve avanços com a atual gestão do governador Jorginho Mello, que instalou cerca de 500 quilômetros de rede trifásica desde abril de 2023, sendo 67 km só no Extremo Oeste. Mesmo assim, a meta ideal está longe, seriam necessários ao menos 40 mil quilômetros para atender toda a demanda rural de SC.
De acordo com o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, o programa em andamento é o maior da história do estado voltado à energia no campo. A empresa prevê mais 500 km até janeiro de 2026 e outros mil até o fim do mandato. A meta é encerrar o governo com 2 mil quilômetros de rede trifásica.
A Celesc informa que prioriza a instalação da rede conforme critérios técnicos e sociais, número de agricultores beneficiados, perfil da produção agropecuária da região e a necessidade técnica da propriedade. Em alguns casos, segundo Varella, a troca do transformador já é suficiente para resolver a falta de energia.
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