20.02.2026 às 11:06h - Santa Catarina

Estado de greve na Argentina pode continuar e afetar comércio exterior de SC, diz Fiesc

Ricardo Orso

Por: Ricardo Orso São Miguel do Oeste - SC

Estado de greve na Argentina pode continuar e afetar comércio exterior de SC, diz Fiesc
Foto: Divulgação, Internet

O avanço da reforma trabalhista do presidente da Argentina, Javier Milei, aprovado pela Câmara nesta quinta-feira, 19, acendeu o sinal de alerta no comércio exterior. A proposta volta agora ao Senado e pode ser votada até 1º de março. Enquanto isso, cresce a possibilidade de uma greve geral por tempo indeterminado no país vizinho e o Brasil pode sentir os efeitos.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, afirma que a situação preocupa e pode trazer prejuízos diretos à economia catarinense.

“Tudo indica que o estado de greve poderá permanecer até a aprovação final. Se isso acontecer, as operações de comércio exterior entre os dois países podem ser severamente afetadas”, alerta.

Segundo ela, uma paralisação prolongada pode gerar aumento expressivo nos custos logísticos, com cargas paradas em portos e pontos de desembaraço aduaneiro, além de interrupções na cadeia de suprimentos. Há também risco de falta de insumos importados, atraso no cumprimento de contratos e impacto no fluxo de caixa das empresas.

Para conseguir a aprovação na Câmara, o governo argentino flexibilizou alguns pontos do projeto, mas manteve a proposta de modernizar uma legislação trabalhista que tem cerca de 70 anos, herdada do período peronista. A reforma prevê jornada de trabalho mais flexível, podendo variar de 8 a 12 horas diárias, ampliação do período de experiência para até seis meses, restrições a greves em setores essenciais, mudanças nas regras de férias e medidas para reduzir a informalidade, que atinge cerca de 40% dos trabalhadores no país.

Apesar da resistência das centrais sindicais, Milei tem mantido posição firme. Ele está politicamente fortalecido após a vitória nas eleições legislativas de outubro, conta com apoio do setor empresarial e recebeu apoio financeiro de US$ 20 bilhões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a promessa de implementar reformas estruturais na economia argentina.

Fonte: NSC Total

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